A coletiva de imprensa do treinador alemão Thomas Tuchel, do Paris Saint-Germain, prévia ao confronto com o Dijon, em jogo atrasado da 18ª rodada do Campeonato Francês, teve como assunto principal a ainda fresca na memória eliminação na Liga dos Campeões, na semana passada, frente ao Manchester United, em pleno Parque dos Príncipes.

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O comandante falou sobre como os jogadores reagiram depois da derrota por 3 a 1. “Alguns dias depois da partida, muitos jogadores queriam que a temporada acabasse e eles pudessem sair de férias por um tempo. Isso não era uma opção”, disse Tuchel, que em seguida complementou mostrando que espera uma resposta positiva de sua equipe. “Não vamos vencer a Champions League nesta temporada, mas é uma oportunidade para agirmos como campeões”.

Tuchel foi questionado ainda sobre uma declaração do zagueiro Presnel Kimpembe, pivô do pênalti decisivo convertido por Marcus Rashford, em que o defensor criticou a postura da equipe, que considerou como ‘complacente’. “Meus jogadores estavam muito sérios durante a sessão de treinamento do domingo (antes da partida). Eu sinto de forma diferente do Presnel. Se ele sente isso sobre si mesmo, então, ele deveria mudar as coisas. Esta não é a hora de tentar explicar o inexplicável”, afirmou.

Ainda assim, Tuchel fez questão de defender seus comandados. “Eu me sinto mal e todos nós estamos tristes. Nós conversarmos e a sessão de treinos de ontem foi de uma qualidade excepcional. Não é o mesmo espírito de antes, mas ainda é muito alto, muita concentração e qualidade. É o primeiro passo em diante e queremos continuar apoiando os jogadores para lidarem com essa situação da melhor forma possível. E este jogo com o Dijon é o melhor remédio”, analisou o alemão.

Disparado na liderança da Ligue 1, com 71 pontos, 14 pontos à frente do segundo colocado, Lille, e com dois jogos a menos, o jogo contra o Dijon foi completamente deixado em segundo plano, e Tuchel seguiu sendo instigado pelos jornalistas a dar suas considerações sobre o jogo com o United. E acabou analisando que a derrota foi apenas um ‘acidente’. “Eu sei que houve acidentes como este nos últimos anos, mas foi o primeiro comigo. Para superar obstáculos, você precisa de soluções. Nós também precisamos de sorte para deixar isso para trás e continuarmos a crescer”, finalizou.