Florian Thauvin vive um dos piores momentos de sua vida. O meia-atacante tem recebido uma chuva de críticas de todos os lados possíveis e imagináveis no Olympique de Marseille. Como se não bastassem suas apresentações muito abaixo da média, o jogador foi afastado do elenco pelo técnico Marcelo Bielsa. Seu futuro no clube está em xeque, já que ele virou uma espécie de símbolo da queda de produção do time e dificilmente escapará da foice ao final desta temporada.Vale lembrar que Thauvin já se envolveu em polêmica antes mesmo de vestir a camisa do OM. Sua conturbada saída do Lille, com direito a ausências em treinos para forçar sua transferência, deixaram seu filme queimado. Esperava-se, porém, que ele compensasse esta imagem negativa com exibições de bom nível, mas não foi bem isso que se tem visto pelos lados do Vélodrome.

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Bielsa também precisava tomar uma atitude para mostrar que (ainda) tem algum pulso. O próprio treinador jogou a toalha ao admitir que o clube estava em crise após a simbólica derrota por 5 a 3 para o Lorient, em casa – o quarto revés consecutivo da equipe na Ligue 1. ‘El Loco’ tinha que fazer alguma coisa, até para amenizar sua situação. O técnico já não demonstra ter a mesma habilidade política para manter sua popularidade em alta.

Isso não quer dizer, porém, que Thauvin seja uma vítima do sistema. O jogador realmente tem sido apenas um figurante no gramado. Basta ver como foi seu desempenho em abril. Ele teve participação muito discreta no clássico contra o Paris Saint-Germain, decisivo para as pretensões dos marselheses na Ligue 1. Foi substituído cedo contra o Bordeaux. Contra o Nantes, começou a partida no banco de reservas. E definitivamente atingiu o fundo do poço com um primeiro tempo completamente desastroso diante do Lorient. Tanto que André Ayew lhe passou um sabão daqueles antes de Bielsa substitui-lo no intervalo.

Para a partida contra o Metz, Bielsa achou melhor barrar Thauvin e relacionar Momar Bangoura, de 21 anos, para o seu lugar. Tal decisão tem crucial importância para ‘El Loco’ retomar o respeito perdido diante do grupo. A imagem de Thauvin dentro do elenco do OM não é das melhores. Em janeiro, Gianelli Imbula havia afirmado, de forma jocosa, que o meia-atacante era o ‘queridinho de Bielsa’. Além disso, ele se envolveu em discussão com Dimitri Payet e teve outras pequenas derrapadas que minaram sua popularidade – que já não era lá grande coisa.

Florian Thauvin, do Olympique de Marseille, lamenta em jogo contra o Nantes, no dia 17 de abril (AP Photo/David Vincent)
Florian Thauvin, do Olympique de Marseille, lamenta em jogo contra o Nantes, no dia 17 de abril (AP Photo/David Vincent)

Nesta temporada, Thauvin marcou apenas cinco gols e deu três assistências. Muito pouco para quem era considerado como uma das principais promessas do futebol francês nos últimos anos. Vincent Labrune, presidente do Olympique de Marselha, já coça a cabeça para resolver este problema. A porta de saída está aberta para o jogador, de 22 anos, mas o OM também não quer jogar dinheiro pela janela. Afinal, o clube pagou € 12 milhões e, claro, deseja ver algum retorno neste investimento.

De acordo com o Le Parisien, Labrune já teria se encontrado com dirigentes do Tottenham para tratar de uma possível negociação. Frustrado por ver seu plano de transformar o OM em uma espécie de Borussia Dortmund, um time forte formado por jovens promissores, vai fazendo água – até pelo fato de o Olympique realmente seguir os passos de seu ‘exemplo’ alemão e acumular resultados ruins. E Thauvin… Bom, enquanto não se der conta de que precisa se preocupar mais em jogar bola e evoluir tecnicamente, ficará marcado apenas como mais uma revelação que se perdeu pelo caminho.