Durante todo o tempo que passou longe do Boca Juniors, Tevez sempre fez questão de deixar claro que o clube não saía de sua cabeça. Através de entrevistas, era sempre evidente sua vontade de retornar ao time que o revelara. A saudade dos xeneizes era tão grande que nem do River Plate ele se esquecia, como ficou claro em uma de suas comemorações de gol na temporada passada pela Juventus. E é especialmente a maneira como ele manteve viva a chama da rivalidade com os Millonarios que torna tão especial o Superclássico deste domingo.

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Em seu oitavo jogo desde o retorno ao Boca Juniors, Carlos Tevez vai se reencontrar pela primeira vez com o River Plate e chega embalado, com os três gols e boas atuações em suas partidas anteriores. O palco do duelo será o Monumental de Núñez, estádio do qual guarda boas e más recordações e no qual não enfrentava seu maior rival há nove anos. Na iminência da volta de Carlitos ao estádio dos Millonarios, resolvemos lembrar como foram as outras cinco vezes em que o camisa 10 bateu de frente com o River na casa do oponente.

River Plate 1×2 Boca Juniors – Apertura 2002

A primeira recordação de Carlitos no Monumental de Núñez é boa (e também a única que terminou com vitória no placar final). Jogando como armador, atrás da dupla de ataque Guillermo Barros Schelotto e Marcelo Delgado, Tevez teve a incumbência de prover bolas para os companheiros e passou longe de ser o protagonista. Esse papel ficou mesmo com Schelotto, autor dos dois gols da vitória. Primeiro, o atacante acertou uma cobrança de falta caprichada e abriu o placar. Depois, voltou ao resgate dos xeneizes para fechar o placar aos 33 do segundo tempo com um golaço de fora da área.

River Plate 2×1 Boca Juniors – Copa Libertadores 2004

Se na primeira vez no Monumental Tevez foi coadjuvante de um duelo decidido por um de seus companheiros, na segunda visita ao estádio rival Carlitos foi o grande nome do jogo. Foi seu mais emblemático duelo contra o River Plate. Após vencer na Bombonera por 1 a 0, o Boca perdia por 1 a 0 para o River Plate, até que Tevez igualou tudo aos 44 do segundo tempo. Apenas quatro minutos depois, os Millonarios buscaram a virada, que levou o jogo para a disputa por pênaltis, vencida pelos xeneizes. Mas o tento de Carlitos, com direito á comemoração de provocação em alusão a uma galinha, acabou sendo a grande recordação daquele duelo e uma de suas principais cenas com a camisa do Boca em sua primeira passagem.

River Plate 2×0 Boca Juniors – Apertura 2004

Sua última lembrança no Monumental de Núñez com a camisa do Boca Juniors não é lá tão boa. Dominado pelo River Plate durante todo o jogo, o Boca Juniors viu os rivais garantirem a vitória com dois gols no segundo tempo, marcados por Gastón Fernández e Nelson Cuevas. Diante da superioridade dos Millonarios, Tevez pouco pôde fazer e o máximo que conseguiu foi um cartão amarelo. A derrota ainda culminou na demissão de Miguel Brindisi, então técnico do Boca, que entregou o cargo ainda no Monumental de Núñez.

River Plate 1×1 Corinthians – Copa Sul-Americana 2005

Quis o destino que mesmo a saída do Boca Juniors não afastasse Tevez de seu grande rival. Logo em seu primeiro ano fora da Bombonera, pelo Corinthians, Carlitos enfrentou os Millonarios, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na ida, empate sem gols entre as duas equipes no Morumbi. No jogo de volta, no Monumental de Núñez, Antônio Lopes estreou como técnico do Alvinegro, conseguiu um empate por 1 a 1 e levou o time às quartas de final da competição. Tevez pouco fez, e o gol do Corinthians foi marcado pelo zagueiro Marinho, mas pelo menos o camisa 10 pôde eliminar seu rival.

River Plate 3×2 Corinthians – Copa Libertadores 2006

Em seu último duelo contra o River Plate no Monumental de Núñez, Tevez deixou sua marca. Abriu o placar com um belo lance individual, e o ânimo extra na comemoração deixou claro a importância que tem para ele enfrentar os Millonarios. Para o seu azar, o River tomaria a frente no placar, venceria por 3 a 2 e abriria caminho para a classificação para as quartas de finais da Libertadores, selada com um 3 a 1 no Pacaembu que por muito tempo ficou na memória dos corintianos.