Sendo goleiro do Barcelona há mais de quatro anos, Marc-André Ter Stegen está muito ciente de que, no clube catalão, o aparador de chutes precisa saber jogar bem com os pés. Faz parte da filosofia da casa. Isso não significa, na opinião do alemão, que todos os goleiros do mundo precisem atuar assim.

“Cada goleiro é diferente nenhum estilo é melhor que o outro”, afirmou, à revista Club del Deportista. “Claro que nosso primeiro trabalho é parar as bolas, mas a filosofia, aqui, inclui jogar com os pés. No Campeonato Espanhol, temos alguns dos melhores goleiros do mundo e todos eles têm seus estilos. Para mim, Oblak é o goleiro perfeito para o Atlético de Madrid, como Ederson é para o Manchester City’.

Agora contente no clube, Ter Stegen lembra que os seus primeiros meses foram difíceis, disputando posição com Claudio Bravo, que atuava em La Liga, enquanto ele ficava com a Champions League. Isso durou duas temporadas, até o goleiro chileno ser vendido para o Manchester City de Pep Guardiola.

“Foi uma situação que não consigo esquecer. Como pessoa, queria jogar todas as partidas. Era uma situação complicada. Não vou negar que houve momentos em que pensei em ir embora, buscar soluções, porque o clube dizia: ‘Não se preocupe, Marc, tem toda nossa confiança, está aqui para muitos anos, confiamos no seu desempenho’. Mas logo se via que a realidade não era assim”, disse. “Ao fim de duas temporadas, a situação exigia uma solução. No fim, o clube vendeu Bravo e se posicionou claramente a meu favor”.

Foi o diretor Andoni Zubizarreta que o convenceu a assinar com o Barcelona, ainda muito jovem. “Tinha 19 anos e estava no clube (Borussia Monchengladbach) da minha vida. Era minha casa, meu time favorito e minha cidade. Então apareceu Zubizarreta. Primeiro, entrou em contato com meu entorno e meu representante. Em um hotel na Alemanha, ele me explicou o que significava ser goleiro do Barcelona, a história do clube o que esperariam da minha parte. Me convenceu. Com palavras e sentimentos. É uma pessoa espetacular”, encerrou.