O Barcelona estreou com atuação decepcionante na Champions League, mas Marc-André ter Stegen garantiu que o placar não fosse igualmente ruim. A diferença entre uma derrota e o empate em 0 a 0, resultado de fato ao fim do jogo, esteve no goleiro alemão, autor de boas defesas, incluindo em cobrança de pênalti – ainda que com polêmica.

A partida foi parelha no primeiro tempo. O Barcelona teve mais a bola, mas o Dortmund chegava mais rapidamente ao ataque quando tinha a posse. Foram cinco finalizações para cada lado, mas os aurinegros foram os únicos a levarem verdadeiro perigo em algum lance: aos 25 minutos, Thorgan Hazard fez bela jogada pela esquerda, tabelou com Marco Reus, e o alemão apareceu na área para bater forte. Porém, foi parado pela primeira grande intervenção de Ter Stegen no jogo.

No segundo tempo, o equilíbrio se foi, e os donos da casa tomaram controle das ações, abrindo caminho para a atuação de destaque de Ter Stegen no gol adversário. Aos dez minutos da etapa complementar, Sancho trabalhou bem pela direita e, dentro da área, rente à linha de fundo, driblou Semedo e foi derrubado. O árbitro assinalou pênalti, e Marco Reus pegou a bola para bater.

O camisa 11 cobrou forte, no canto esquerdo de Ter Stegen, mas o goleiro voou para fazer uma bela defesa. A torcida do Dortmund, no entanto, irá reclamar muito do lance – e com razão: no momento em que Reus tocou a bola, o arqueiro do Barça estava significativamente avançado além da linha. A cobrança deveria ter sido repetida, mas nem mesmo o VAR intercedeu.

O chefe de arbitragem da Uefa, Roberto Rosetti, havia declarado antes da Supercopa da Europa no início desta temporada que os goleiros só seriam penalizados pelo VAR por deixar a linha do gol se fosse uma violação “clara”, o que pode ser afirmado no lance desta terça-feira.

O susto fez Ernesto Valverde se mexer. Dois minutos depois, Lionel Messi, pela primeira vez nesta temporada, entrou em campo, substituindo o garoto de 16 anos Ansu Fati. Rakitic também foi ao gramado, no lugar de Busquets.

As chances do Dortmund foram crescendo, mas era preciso mais, e Lucien Favre apostou na entrada de Julian Brandt no lugar de Thorgan Hazard para isso. Aos 31 minutos do segundo tempo, três minutos depois de substituir o belga, Brandt acertou um chutaço de fora da área no travessão, justificando a confiança do técnico. No minuto seguinte, mais uma boa participação do meia, que trocou passes curtos na área do Barça com Sancho e Reus, e este último finalizou duas vezes, parado em ambas por ótimas defesas de Ter Stegen.

Mesmo a entrada de Messi, formando trio de ataque com Griezmann e Suárez pela primeira vez, não despertou o Barcelona, que não chegou a verdadeiramente ameaçar o gol de Bürki. Muito graças à grande atuação de Hummels, que tornou inoperante Luis Suárez na posição mais avançada do ataque catalão.

O resultado justo seria uma vitória do Dortmund, mas Ter Stegen esteve no caminho para impedir isso – ajudado também pela omissão do VAR na cobrança de pênalti.

Além do Barcelona, a Inter é quem agradece pelo resultado, já que decepcionou em casa contra o Slavia Praga e apenas empatou em 1 a 1, tendo que buscar o resultado no fim. Todos os times do Grupo F terminam a rodada inaugural com um ponto.

Individualmente, a atuação de Ter Stegen vem em boa hora, no rescaldo de uma troca de farpas pública entre o jogador do Barcelona e Manuel Neuer, do Bayern de Munique, em torno da titularidade da seleção alemã. O desempenho do destaque desta terça em Dortmund reforça sua queixa pela reserva na Nationalmannschaft. Agora é com você, Neuer.