Norton de Matos rescindiu seu contrato com o Vitória de Setúbal neste domingo. O treinador tomou a decisão em solidariedade aos jogadores, sem receber salários do clube desde agosto.

O técnico desabafou em uma entrevista à emissora TVI. “Chegou o momento de dizer basta às promessas por cumprir. Não foi só a questão dos salários em atraso; foram as sucessivas promessas não cumpridas ao longo de quatro meses. As declarações do presidente, dizendo que eu estava por misericórdia no clube, são um atentado ao meu bom nome, à minha dignidade profissional e à minha competência, sobretudo pela forma como o campeonato tem decorrido”, afirmou.

Matos desmentiu ter sido o mentor da revolta do elenco. Os jogadores ameaçam não entrar em campo na partida de quarta, contra o Benfica, caso fiquem sem receber até esta terça. “Não fiz uma gestão de revolta. Pelo contrário, o meu papel foi de pacificação constante, com grandes dificuldades, vivendo alguns dramas humanos. Houve jogadores que passaram por grandes dificuldades, mas também existiu uma grande solidariedade no elenco. Mas o pior foi o desencanto das promessas não cumpridas”, lamentou.

Segundo a imprensa portuguesa, o total a ser pago chega a chr(128) 370 mil. Matos foi o sétimo técnico a deixar o cargo nesta temporada.