Os clássicos são sempre os jogos mais esperados da temporada. Há lugares em que dizem que conquistar o título em si não importa, mas sim vencer o arquirrival quando os dois se encontrarem. Às vezes, os torcedores envolvidos em uma rivalidade dão a sorte de as circunstâncias os colocarem frente a frente em várias oportunidades, em um intervalo curto, e é exatamente isso que acontecerá com Boca Juniors e River Plate a partir deste domingo. Clássicos em sequência são um período de bastante pressão e em que todos os envolvidos ficam muito em evidência, e Rodolfo Arruabarrena, técnico dos Xeneizes, quer que seus atletas desfrutem ao máximo a oportunidade. Para falar da grandeza das próximas duas semanas, o treinador mostrou bastante intimidade com as palavras.

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Embora na pré-temporada o Boca tenha goleado o River por 5 a 0 e tenha feito campanha bastante superior na fase de grupo da Libertadores em relação ao rival – dono da melhor campanha contra o pior segundo colocado –, a expectativa é grande pelo jogo, e Arruabarrena sabe que esse retrospecto em 2015 não é suficiente para dar alguma certeza para seus comandados. É por isso e pela experiência acumulada em clássicos quando ainda era jogador que o técnico sabe exatamente como mexer com os brios de seus comandados.

“(Aos jogadores, digo) Que o vivam, que o desfrutem e sofram por ele. Que o sintam. E que o torcedor do Boca sinta que os que estão ali dentro jogam por eles. Agora temos que demonstrar por que caralho estamos no Boca. Tanto eles como eu devemos dar a prova de que merecemos estar neste clube, e isso compreende muitas coisas. Um Superclássico é um pequeno resumo do que implica viver, porque você passa por todas as sensações. São partidas que fazem história, e o mais bonito é ficar na história. Aqui ganha-se o prestígio, aqui você cresce como jogador e como pessoa. Uma vitória em um Boca e River é uma carta de apresentação para o resto de sua carreira”, afirmou, em declarações publicadas pelo La Nación.

“Sonho conseguir os resultados pelos quais o Boca espera no ano. Temos muito a melhorar e a trabalhar, sabemos. Sabemos que podemos dar muito mais e temos a chance de fazê-lo contra o River”, completou, certamente ciente de que o que os Xeneizes esperam passa necessariamente pela eliminação do River Plate na Libertadores.

A começar por este domingo, Boca e River se enfrentarão três vezes em um intervalo de 11 dias. O primeiro jogo, deste final de semana, será pelo Campeonato Argentino, em que a dupla divide a liderança e tem campanha basicamente idêntica. Em dez jogos, cada um deles venceu sete e empatou três, mas, com melhor saldo de gols – 13 a 11 –, os Xeneizes estão à frente. A seguir, o segundo duelo é o de ida pela Libertadores, em 7 de maio, no Monumental de Núñez. Entre o primeiro confronto continental e a partida de volta na Bombonera, cada um deles terá um desafio duro pela frente. Em 10 de maio, pelo Argentinão, enquanto o Boca pega o Independiente fora de casa, o River recebe o Racing, que teve boa campanha na Libertadores. No dia 14, os arquirrivais enfim encerram sua série de duelos, definindo quem vai às quartas de final. Possivelmente com alguns heróis tendo escrito seus nomes na história da rivalidade.