Gustavo Matosas, ex-jogador de clubes como Peñarol e São Paulo, pediu demissão da seleção costarriquenha, após menos de um ano no cargo. O motivo? Tédio. O experiente treinador não curtiu o cotidiano do time nacional, com poucos jogos e contato esporádico com os jogadores.

Matosas tem um currículo vitorioso no futebol da Concacaf, com dois títulos mexicanos à frente do León e a Champions League do continente no comando do América do México. Estreou na Costa Rica em fevereiro e comandou a equipe em quatro amistosos e em quatro partidas oficiais pela Copa Ouro.

Segundo a Reuters, fará seu último jogo nesta sexta-feira, contra o Uruguai, país que defendeu como jogador, embora tenha nascido na Argentina, antes de buscar um trampo mais divertido.

“Eu percebi que me sinto pouco produtivo treinando uma seleção nacional, embora eu me mate assistindo a vídeos. Não é o que eu gosto de fazer. Não sabia que ser treinador de seleção era tão entediante. Eu não me arrependo e não saio frustrado porque dei meu melhor. Eu não treinarei outro time nacional. É difícil não ter o jogadores no dia a dia. Eu os tenho apenas por uma semana a cada dois meses e isso me mata. Não sabia que era tão difícil. Eu achei que seria capaz de resistir a isso”, disse.

Com Matosas, a Costa Rica teve três vitórias, quatro derrotas e um empate.