Vítima de insultos racistas da torcida nas redes sociais após perder seu pênalti na Supercopa da Europa contra o Liverpool, o atacante Tammy Abraham começou sua volta por cima pelo Chelsea. O jovem centroavante foi nome essencial no triunfo dos Blues contra o Norwich, por 3 a 2, fora de casa, anotando dois gols para dar a Frank Lampard sua primeira vitória em jogos oficiais como técnico do clube.

Não levou muito tempo para que Abraham tirasse todo o peso de suas costas das últimas semanas sem gols. Aos três minutos de jogo, Pulisic tocou para a ultrapassagem de Azipilicueta, o espanhol cruzou para a área, e o camisa 9, de primeira, bateu para fazer 1 a 0.

O Norwich respondeu rapidamente. Teemu Pukki, dono de um faro de gol impressionante, desta vez mostrou sua aptidão para servir aos companheiros, dando passe para Cantwell empatar aos seis minutos. Apenas 11 minutos depois, outro jovem talento que agora ganha espaço no Chelsea apareceu para fazer a diferença. Incisivo, Mason Mount pegou a bola pela esquerda, driblou para o meio e acertou um chute forte para fazer 2 a 1.

Como tem sido rotina neste início de temporada, Pukki foi mais uma vez às redes. Aos 31 minutos, recebeu bom passe de Buendía e fez o 2 a 2, levando seus números a impressionantes cinco gols e uma assistência em três partidas na elite do futebol inglês.

No segundo tempo, a estrela de Abraham brilhou mais uma vez, desta vez com ainda mais intensidade. Aos 24 minutos da etapa complementar, recebeu passe de Kovacic, limpou a marcação e bateu de fora da área para fazer um golaço e fechar o placar em 3 a 2.

O Chelsea apresentou a mesma vulnerabilidade defensiva das rodadas anteriores, embora menos desorganizado do que em momentos dos jogos contra Manchester United e Leicester. Ainda assim, foi efetivo no ataque e viu mais uma boa atuação de seus jovens Abraham e Mount, que passaram as últimas temporadas emprestados e chegam em um momento em que o clube não tem escolha a não ser apostar na garotada.

Para Abraham, particularmente, a atuação e os gols são a melhor resposta que ele poderia esperar dar aos racistas ou àqueles que pensam que o jogador não pode ser a solução para o ataque. Capacidade o jogador já mostrava aos montes, como ficou evidenciado com seus 26 gols em 42 partidas pelo Aston Villa na temporada passada. Faltava abrir a porteira e aliviar a pressão. Tarefa cumprida, agora é observar o desenvolvimento do jogador nesta reta inicial de Premier League.