O segundo jogo do Paris Saint-Germain no Campeonato Francês foi difícil e resolvido muito graças ao desempenho de Kylian Mbappé. Foi o retorno do atacante ao time parisiense depois de se consagrar campeão mundial pela seleção francesa, mas ele começou no banco. E o primeiro tempo do atual campeão foi sofrível. Não por acaso, saiu perdendo, merecidamente. No final, a entrada de Mbappé no segundo tempo pesou para o PSG, que saiu de campo com uma vitória por 3 a 1 com assinatura do seu craque local.

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O Guingamp abriu o placar aos 20 minutos, com Nolan Roux. E poderia ter ampliado pouco depois, em um lance para lá de discutível. O árbitro marcou falta de Benezet em Dagba, anulando o que seria um 2 a 0 muito mais difícil de ser revertido. E olha que o lance foi revisado pelo VAR, que confirmou a falta. Mais do que os gols, o Guingamp era melhor no jogo. O PSG parecia um time muito pior do que é. Nem mesmo Neymar e Di Maria, duas de suas estrelas, pareciam achar um caminho no ataque. O time foi para o intervalo depois de um futebol muito ruim.

Um dos pontos que chamou a atenção foi a falta de um centroavante. Neymar não ficou centralizado, como nem é a sua característica, e o time não teve uma referência. Di Maria tentou centralizar em alguns momentos, assim como Timothy Weah. Seria preciso muitas mudanças, de postura e tátricas, para que as coisas melhorassem para os campeões.

Precisando da reação, o técnico Thomas Tuchel tirou o garoto Timothy Weah e colocou Kylian Mbappé, voltando das férias. E a sua entrada foi muito importante para que o PSG mudasse o jogo. A reação começou no segundo tempo, logo a cinco minutos. Neymar recebeu de Mbappé e foi derrubado por Ikoko na área. O árbitro marcou pênalti que o próprio brasileiro marcou para empatar: 1 a 1.

Com Mbappé em campo, subiu também o rendimento de Ángel Di Maria. O PSG jogava muito melhor na segunda etapa e quase virou com Di Maria, que tocou na trave após escanteio de Neymar. E foi do argentino o passe para o gol da virada, aos 37 minutos, com uma enfiada de bola nas costas da defesa para Mbappé, que agora veste a camisa 7, tocar com calma: 2 a 1.

Pouco depois, o PSG quase marcou mais uma vez, agora com Thiago Silva. Depois, o zagueiro brasileiro ainda salvou o time de tomar o segundo gol, que complicaria mais a situação. Aos 44 minutos, então, Neymar enfiou a bola para Mbappé, que passou pela zaga e, de frente para o goleiro, teve categoria para tocar por cima do arqueiro e ampliar: 3 a 1.

Com Mbappé, o time passou a ter mais referência no ataque, com Neymar tendo mais liberdade e, assim, o time rendendo mais. Algo que o técnico certamente percebeu. Mbappé não é um centroavante, mas é um jogador que consegue atuar no ataque, mais centralizado, sem causar prejuízo ao time – ao contrário, ele permite que os outros consigam jogar mais. Sobretudo, Mbappé trouxe um qualidade ao time que tinha faltado no primeiro tempo.