Sylvinho, ex-Lyon e ex-assistente de Tite: “Eu gostaria de treinar um clube italiano”

Ex-assistente de Tite, demitido pelo Lyon no começo da temporada, brasileiro diz que gostaria de trabalhar no país

O brasileiro Sylvinho, de 46 anos, ainda é um jovem na carreira como treinador. O ex-lateral esquerdo do Corinthians, Arsenal, Barcelona e Manchester City começou a temporada 2019/20 no Lyon, mas foi demitido ainda em outubro. O brasileiro foi assistente de Roberto Mancini na Internazionale de 2014 a 2015 e assumiu uma função na comissão técnica de Tite em 2016. O ex-lateral esquerdo seria o treinador do time olímpico da seleção brasileira, mas preferiu aceitar uma proposta do Lyon. Desde então, está sem trabalho e comentou que gostaria de trabalhar no futebol italiano e lembrou como foi quando esteve no país.

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O brasileiro comentou sobre a relação com Roberto Mancini, atualmente treinador da seleção italiana. “Nós temos personalidades diferentes”, afirmou Sylvinho à Sky Sport Italia. “Mancini é mais agressivo, sabe como incendiar os jogadores, ele é um verdadeiro vencedor. De vez em quando, ele precisa se acalmar um pouco. Eu sou mais relaxado nesse sentido, atuo mais como um mediador”, comentou.

“Eu o conheci no Manchester City e nós trabalhamos juntos por cinco meses, mas ele viu em mim essa paixão por futebol. Eu recusei sua primeira proposta para me juntar a ele, já que minha mente não estava no lugar certo depois de 15 anos jogando futebol na Europa, mas eu me juntei a ele na Inter três anos depois”, contou o ex-lateral brasileiro.

“Aquela foi uma decisão muito boa e eu tive uma experiência maravilhosa. Mancini transmite muita coisa e ele tem uma grande experiência, então aprender com ele todos os dias é algo sem preço”, afirmou ainda Sylvinho.

“O futebol italiano mudou ao longo dos anos, já que é muito tático com técnicos fortes, mas eles jogam mais atualmente, como por exemplo o time da Itália de Mancini. Nós técnicos devemos todos aprender com eles, como eles defendem bem, mas também como mantém a posse de bola. Eu gostaria de treinar um time italiano”, disse o técnico.

Sylvinho ainda contou sobre um momento importante do momento que estava na comissão técnica de Roberto Mancini na Inter: a decisão de dar a faixa de capitão ao polêmico Mauro Icardi. O atacante, que estava emprestado ao PSG, foi oficialmente vendido ao clube francês neste fim de semana.

“Foi um desses momentos. Icardi era um jogador jovem, com personalidade, e Mancini viu nele alguém que poderia levar o projeto à frente. Eu acho que foi uma decisão sábia, porque Mauro marca gols, pode jogar em qualquer lugar e é muito bom dentro da área. Icardi é um bom rapaz, muito tranquilo, sempre focado no treinamento, e nós nunca tivemos problemas com ele. Se ele está feliz no PSG, então estou feliz por ele”.