Surpresa na última temporada, Watford já liga o sinal de alerta, após três derrotas

Há sete jogos sem vencer, desde o fim da temporada passada, o Watford está na sua pior sequência em 20 anos

O Watford não começou a última temporada cheio de expectativas. Havia perdido Richarlison para o Everton, seu novo treinador tinha alguns bons trabalhos, mas nenhum excepcional, e o investimento havia sido pequeno. Contrariando os prognósticos, conseguiu um bom 11º lugar na Premier League e chegou à final da Copa da Inglaterra. Com a manutenção do trabalho de Javi Gracia e movimentações interessantes no mercado, as perspectivas eram melhores, mas o clube do coração de Elton John começou o Campeonato Inglês com três derrotas e apenas um gol marcado.

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E foram derrotas pesadas. Começou a campanha perdendo, em casa, por 3 a 0, para o Brighton, que quase foi rebaixado à segunda divisão. Em seguida, viajou ao Goodison Park e perdeu por 1 a 0 para o Everton, um resultado que podemos considerar normal. De volta ao Vicarage Road, recebeu o West Ham, que ficou apenas dois pontos à sua frente na última Premier League. Levou 3 a 1. São sete partidas sem vitória, contando o fim da temporada passada, incluindo a final da FA Cup contra o Manchester City, o que é a pior sequência de resultados do Watford desde 1999.

Para quem acha que pessoal só é ansioso no Brasil, a imprensa inglesa começou a falar em pressão sobre Javi Gracia, já o treinador mais longevo do Watford desde Gianfranco Zola, entre julho de 2012 e dezembro de 2013. O último que conseguiu completar duas temporadas inteiras foi Malky Mackay, antecessor do italiano. A Sky Sports entrou em contato com a diretoria, liderada pela família Pozzo, e ouviu que os donos acreditam que Gracia continua sendo o melhor homem para comandar o time.

Mas o próprio Gracia sabe que, no futebol, ser prestigiado pelos chefes não quer dizer nada. “O que posso dizer? A dinâmica não está boa e precisamos melhorar. Eu sei disso. Estou preparando para o próximo jogo. Temos três dias para enfrentar o Coventry (pela Copa da Liga) e uma semana antes do Newcastle, pela Premier League”, afirmou, depois da derrota para o West Ham. Os próximos dois meses serão um desafio para o Watford porque, depois do Newcastle, a tabela da Premier League apresenta Arsenal, Manchester City, Wolverhampton, Sheffield United e Tottenham. Caso não haja uma melhora significativa de desempenho, o Watford pode chegar ao final de outubro em uma situação bem complicada.

Qual o diagnóstico? Gracia afirmou que sua equipe tem conseguido dominar períodos da partida, mas está sendo punida por todos os erros que comete e, na frente, precisa ser mais imperdoável na finalização. “Se você tem 23 chutes a gol e apenas três deles são no alvo, é difícil. Precisamos ser mais cirúrgicos. Tivemos uma chance clara com Will (Hughes) que era impossível perder. Precisamos mudar o momento”, disse. Algo parecido aconteceu nos outros dois jogos. Contra o Brighton, foram 11 finalizações e apenas três no alvo. Diante do Everton, oito chutes, dois no alvo. Três arremates certos por partida não estão muito longe da média de quatro na temporada passada.

E no outro lado, como disse Gracia, qualquer erro está sendo punido. O West Ham acertou 10 das suas 16 batidas a gol e marcou com um pênalti, um cruzamento rasteiro na pequena área e uma bola parada. Contra Brighton e Everton, o Watford foi pego com facilidade no contra-ataque e ainda fez um gol contra na estreia. Precisa melhorar a eficiência nas duas áreas para conseguir melhores resultados.

Por enquanto, os principais reforços mal entraram em campo. Sarr teve apenas 16 minutos, e Danny Welbeck, 39. A formação continua sendo a mesma da temporada passada, um 4-4-2 clássico, com Abdoulaye Doucouré e Étienne Capoue na contenção. Deulofeu estreou contra o Brighton pelo lado do campo, mas foi deslocado a segundo atacante nas outras duas partidas, posição em que rendeu mais na temporada passada, ao lado de Troy Deeney ou Andre Gray. Pelos lados, Will Hughes é intocável pela direita. Na esquerda, além de Deulofeu, foram usados Roberto Pereyra e Tom Cleverey. A defesa foi sempre formada com Kiko Femenía, Craig Cathcart, Craig Dawson e José Holebas.

Claro que três rodadas não significam nada, mas a sequência difícil nas próximas seis partidas, o histórico dos donos de demitir treinadores com muita facilidade e o fato de que, nas últimas duas temporadas, o Watford conseguiu se manter com certa folga na primeira divisão graças aos resultados no começo do campeonato ligam um sinal de alerta em Vicarage Road.

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