Raheem Sterling é um dos jogadores que mais se beneficiou da chegada de Pep Guardiola ao Manchester City. O atacante melhorou ainda mais o seu desempenho e tem sido crucial nas boas campanhas que o time tem feito. Nesta temporada, 2018/19, o atacante, de 24 anos, tem 46 jogos disputados, 23 gols e 16 assistências. Ele já igualou o número de gols da temporada passada, curiosamente com o mesmo número de jogos. Com mais um, terá a sua temporada mais goleadora da carreira. Mas para além das boas atuações, Sterling tem se destacado na luta pelo racismo e por ser uma voz sempre combatendo esse tipo de comportamento, que não fica só nos torcedores, mas está também na imprensa.

“É difícil. Eu queria trazer luz não apenas a uma situação, mas nas minhas experiências passadas, coisas que eu senti e eu sei falando com outros jogadores, algumas coisas que eu senti que precisava dizer”, afirmou o jogador. “Nós estamos tentando, não apenas eu, fazer uma mudança em 10 anos que os jogadores mais jovens não precisem pensar em uma partida e nem sofram abusos porque os torcedores no estádio irão saber quais serão as consequências. Esse é o objetivo para mim e qualquer outro jogador com quem eu falei, pessoas no clube, e nós estamos tentando fazer alguma coisa e então as pessoas tem que pensar duas vezes antes de dizer algo assim”.

Uma das atitudes sempre faladas como uma arma para combater o racismo no futebol seria sair de campo. Só que o atacante do Manchester City não gosta da ideia e tem seus motivos. “As pessoas sempre falam sobre sair de campo, não é algo que eu particularmente concorde. O futebol é algo que você ama; o abuso é vil, degradante, mas você sabe o que é, você não precisa que alguém te diga o que você é. O melhor modo é ser cabeça dura e fazer isso da maneira certa, tentar vencer a partida e fazê-los lidar com isso”, afirmou Sterling.

Um dos melhores jogadores da temporada, Sterling foi justamente indicado aos finalistas do prêmio de melhor do ano na Inglaterra, entregue pela associação de jogadores profissionais e com votação dos próprios jogadores. O seu principal concorrente é Virgil van Dijk, do Liverpool. Para Sterling, porém, o que importa mesmo é o título. “É bom ser reconhecido nessa frente, mas, para ser honesto, se não ganharmos a Premier League, eu realmente não quero estar na disputa. O que eu quero fazer é ganhar a Premier League, ganhar a Copa da Inglaterra e então pensar nesse tipo de coisa, mesmo que o prêmio seja antes disso”, disse o camisa 7 do City.

“Sem isso [o título da Premier League], não significa muito para mim, de verdade. Eu votei em Harry Kane. Meu voto para ele é porque ele marca muitos gols todos os anos, ele faz muito pelo time, dá muito para a sua equipe. Eu pensei em estar perto dele na seleção, como ele trabalha, sua ética de trabalho, como ele se cuida. Ele está sempre lá, especialmente voltando de lesão. Como profissional, eu miro nele e é a minha razão para votar por ele, o vendo no dia a dia da seleção”, afirmou Sterling.