A Major League Soccer anunciou nesta terça-feira (20) que a cidade de St. Louis terá a 28ª franquia da liga nos Estados Unidos. A informação foi divulgada em evento que contou com o comissário da liga, Don Garber, bem como com dirigentes do futuro clube. A equipe de St. Louis entrará oficialmente no campeonato na temporada 2022.

O histórico dia para a cidade se torna marcante também para o futebol como um todo, com o futuro clube da MLS sendo o primeiro na liga a ser majoritariamente controlado por mulheres, incluindo Carolyn Kindle Betz, presidente da Enterprise Holdings, da bilionária família Taylor.

O St. Louis jogará em um estádio novinho em folha, localizado em Downtown West, parte de um projeto de desenvolvimento no distrito, e terá capacidade para 22.500 pessoas, com a opção de subir para até 25.500.

A MLS atualmente conta com 24 equipes, e seu plano de expansão projeta uma liga com 30 times. Em 2020, Inter Miami CF, de David Beckham, e Nashville SC se juntarão à disputa. No ano seguinte, o Austin FC é quem entra na Major League Soccer. Isso faz da equipe de St. Louis o 28º time da liga norte-americana. Cidades como Sacramento e Las Vegas são algumas das que buscam fechar a relação de times.

Há pelo menos mais de uma década, a MLS tem considerado a presença de um time de St. Louis em sua liga, e parte da razão por trás disso está na antiga e bem-sucedida relação da cidade com o futebol.

A década de 1920 viu times locais, como St. Louis Scullin Steel e Ben Millers, conquistar títulos da US Open Cup. A primeira Copa do Mundo, em 1930, contou com dois jogadores do Ben Millers, Raphael Tracey e Frank Vaughn, ambos ainda por cima nascidos em St. Louis.

Já na Copa de 1950, marcada pela histórica zebra lograda pelos norte-americanos contra a Inglaterra, o 1 a 0 no Independência, em Belo Horizonte, seis dos 19 jogadores do elenco dos Estados Unidos vinham de times de St. Louis, entre eles o capitão Harry Keough, do St. Louis Kutis.

Duas propostas passadas para St. Louis ter um representante na MLS, a mais recente delas de 2017, falharam. Agora, no entanto, triunfou o projeto da família Taylor em conjunto com Jim Kavanaugh, dono do St. Louis FC, que disputa atualmente a USL, equivalente ao segundo escalão do futebol norte-americano, assim como a NASL.

“É difícil imaginar que tenhamos conseguido ter uma liga de futebol profissional próspera, e que ela pudesse existir nos Estados Unidos e no Canadá, sem que a cidade de St. Louis fizesse parte dela. Bom, não precisamos mais imaginar”, disse Don Garber, durante o evento desta terça-feira.

Desde a saída do St. Louis Stars (time da NASL, segundo escalão do futebol nacional) da cidade em 1978, esse importante lar do esporte nos Estados Unidos ficou sem representante relevante no futebol do país. A espera agora tem data para acabar.