Darijo Srna é um verdadeiro emblema do Shakhtar Donetsk. O lateral chegou à Ucrânia quando tinha apenas 21 anos, contratado junto ao Hajduk Split. Desde então, se tornou o atleta que mais vezes entrou em campo pelo clube e também o capitão de inúmeras conquistas, com 21 taças nacionais e a Copa da Uefa no currículo. Mais do que isso, não abandonou sua torcida nem em meio à guerra civil que se desdobra no país e participa de diversas ações sociais para ajudar a população da região de Donbass. Fidelidade que o interesse do Barcelona não estremeceu. Diante das sondagens dos blaugranas, o veterano de 34 reafirmou seu desejo de seguir no Shakhtar.

Ao longo da temporada, a lateral direita vem se apresentando como uma das posições mais problemáticas ao Barça, depois da saída de Daniel Alves e sem a afirmação de Aleix Vidal. E, pensando na reta final das competições, Srna surgiu como uma opção interessante no mercado. Jogador de qualidades inquestionáveis, em seus últimos seis meses de contrato, e que cairia como um excelente reforço de curto prazo. As conversas chegaram até o Shakhtar e o capitão resolveu estudar a proposta. Neste final de semana, anunciou sua postura e reiterou o seu compromisso com o clube, independente do que lhe ofereçam na Espanha.

“Não vou fazer nenhum comentário sobre o Barcelona, porque é pouco profissional. O mais importante é que decidi e quero permanecer no Shakhtar. Estou contente com minha decisão. Escutei meu coração e isso me levou a ficar no Shakhtar. Tomei a decisão correta”, declarou à Football TV, canal ucraniano de propriedade de Rinat Akhmetov, o dono do Shakhtar.

Em tempos nos quais o dinheiro e o prestígio costumam falar mais alto no futebol, Srna optou por sua própria história. Embora seu vínculo com o Shakhtar esteja no fim, a expectativa é a de que ele seja renovado. Na última Eurocopa, o lateral se aposentou da seleção croata para se dedicar apenas ao clube. Na despedida, escreveu uma belíssima carta aos compatriotas agradecendo pelo apoio, especialmente depois de ter perdido o pai durante a competição. Grandeza de um jogador que marcou o seu nome, e sem precisar de um gigante como o Barcelona.