A semifinal da Champions League 2019/20 não terá nenhum representante espanhol, inglês ou italiano. Tal ausência dos três países mais poderosos do torneio não é inédita, mas possui apenas um precedente: a Copa dos Campeões de 1990/91, uma edição que antecedeu revoluções no torneio continental. Estrela Vermelha, Olympique de Marseille, Bayern de Munique e Spartak Moscou não eram necessariamente semifinalistas surpreendentes por sua força na época. Mas os soviéticos, os maiores azarões do quarteto, se transformaram nos carrascos que possibilitaram uma fase decisiva tão atípica – após eliminarem Napoli e Real Madrid nas etapas anteriores.

Vale lembrar que, até aquele momento, apenas um representante por país disputava a Copa dos Campeões – com exceção da nação de onde vinha o campeão anterior, que ganhava o direito de contar com mais um participante. Mesmo com esta limitação, sempre um time de Espanha, Itália ou Inglaterra bateu cartão nas semifinais. Somente cinco das 35 decisões até então haviam sido realizadas sem um representante do “trio de ferro”, com 21 títulos garantidos por eles. O clubinho era bem limitado, com apenas holandeses, alemães e portugueses rompendo tal hegemonia – além das exceções de Celtic em 1967 e Steaua Bucareste em 1986.

Naquele momento histórico na virada aos anos 1990, a força na Champions pendia à Serie A, realmente a liga mais poderosa do mundo. O Milan conquistou o bicampeonato em 1989/90 e fazia valer a fama do Calcio, por mais que o país não tenha estabelecido uma hegemonia realmente incontestável no torneio europeu. E a porta se abria a outras nações. A Inglaterra estava de fora, com a punição de cinco temporadas por causa do desastre de Heysel. Já a Espanha vivia a dinastia de um Real Madrid pentacampeão nacional, mas que via uma barreira na semifinal continental.

Em 1990/91, a Inglaterra seguiu de fora da Copa dos Campeões. O Liverpool deveria ter sido o representante do país, como campeão nacional na temporada anterior, mas não pôde disputar o torneio porque seu gancho dado pela Uefa era de seis anos – um ano a mais que o do campeonato como um todo. Assim, os ingleses estiveram na Recopa (com o Manchester United campeão) e na Copa da Uefa, mas não na Champions. A Itália possuía dois clubes, com o Milan classificado por ser o atual bicampeão continental e o Napoli aparecendo após o Scudetto anterior. Já a Espanha via o Real Madrid completar seu penta.

Cabe dizer que os principais desafiantes ao trio de ferro não eram exatamente novidades. O Bayern de Munique vinha de um bicampeonato nacional, sob as ordens de Jupp Heynckes, e seguia batendo cartão nas fases mais agudas da Champions. O Estrela Vermelha foi justamente o adversário que mais ameaçou a supremacia milanista, em 1988/89, quando sua vitória parcial no jogo de volta foi anulada por causa da neblina e a eliminação viria apenas nos pênaltis, durante um duelo recomeçado do zero. Por fim, no papel, o Olympique de Marseille não ficava devendo nada aos concorrentes pelo altíssimo investimento e vinha de uma semifinal no ano anterior, eliminado pelo Benfica.

Surpresa maior seria o Spartak Moscou, um clube tradicional na União Soviética e que vinha do título em 1989, mas que não apontava tanto esse potencial internacional. Os alvirrubros terminaram a Top League apenas na quinta colocação em 1990 e estavam em um país em pleno colapso, com a divisão das repúblicas socialistas em meio ao processo de abertura ao capitalismo. Entretanto, os moscovitas possuíam um elenco bastante jovem e que auxiliaria o clube a empilhar taças nos primeiros anos do Campeonato Russo. Na verdade, a Champions de 1990/91 serviria mais como uma prova do que aquele Spartak e seus jogadores seriam capazes de produzir depois.

O mentor do Spartak Moscou era relativamente jovem. Oleg Romantsev foi defensor do clube por sete temporadas e fez parte do time campeão nacional em 1979, além de ter sido convocado à Copa do Mundo de 1982. Aposentou-se em 1983 e iniciou a carreira como treinador em clubes de pouca projeção, até assumir o Spartak em 1989. Sua chegada foi surpreendente, substituindo Konstantin Beskov – que comandou o próprio Romantsev no clube e na seleção. O veterano dirigira a equipe por 11 anos consecutivos, trocado após a quarta colocação no Campeonato Soviético de 1988. Apesar do currículo bem mais modesto, o sucessor deixaria sua marca nos alvirrubros em pouquíssimo tempo.

Romantsev liderou a conquista do Spartak na Top League de 1989, apenas a segunda na década. Era uma equipe muito veloz em suas ações, com passes curtos e movimentação. Além disso, o treinador possuía um estilo bastante detalhista para analisar seu time, ao mesmo tempo em que impunha uma disciplina rigorosa sobre a concentração e as atividades físicas. Com vários garotos à disposição, Romantsev conseguia uma adesão maior às suas ordens, também reconhecido pela maneira como desenvolvia esses talentos. Não à toa, os alvirrubros passaram a atrair algumas das melhores promessas que surgiam no país.

Oito titulares daquele Spartak tinham 26 anos ou menos. O goleiro era Stanislav Cherchesov, atual treinador da Rússia, que na época possuía a ingrata missão de substituir Rinat Dasaev. O lateral Dmitri Popov e o zagueiro Vasili Kulkov eram os bons valores na defesa, ambos com nível de seleção. O meio-campo concentrava a maior dose de qualidade. Valeri Karpin e Aleksandr Mostovoi viraram lendas da seleção russa, além de pintarem com destaques nas ligas da Europa Ocidental. Já na armação, Igor Shalimov era uma figura badalada, a ponto de virar aposta na Serie A pouco depois. Todos não passavam dos 21 anos. Já na frente, os titulares eram Valeri Shmarov e Gennadi Perepadenko, embora o principal prodígio fosse Dmitri Radchenko, atacante de 19 anos que também desfrutaria de certa badalação além de Moscou.

Foi esta garotada toda que fez história com o Spartak Moscou. Os 16-avos de final da Champions 1990/91 não guardariam muitas surpresas, com os favoritos confirmando a classificação e os soviéticos despachando o Sparta Praga. Os desafios começariam nas oitavas, com o Napoli aparecendo no caminho dos alvirrubros. Não era o momento mais tranquilo dos celestes, mesmo com o Scudetto recente. O lesionado Careca era uma ausência sentida ao técnico Alberto Bigon. Mas muito pior era a crise ao redor de Diego Maradona, com as relações já estremecidas do craque na Itália apodrecendo de vez.

Mesmo sem Careca, o Napoli entrou com um time forte para a primeira partida. Tinha Ciro Ferrara, Alemão e Fernando De Napoli formando sua espinha dorsal, além de Maradona. E no San Paolo lotado, foi impressionante como o placar não saiu do 0 a 0. Diego comandava as ações dos napolitanos, mas a equipe da casa não superou Cherchesov. Foram três bolas na trave ao longo da noite. O Spartak conseguiu responder apenas no segundo tempo e também lamentou o azar, com mais duas bolas no poste. Assim, a definição ficaria para Moscou, com o encontro marcado para 7 de novembro – às portas do rigoroso inverno.

Maradona seria o centro das atenções, e não por um bom motivo. O craque não quis viajar para Moscou com o restante dos companheiros, em litígio com o clube. Acabou pegando um avião particular às vésperas do embate e, pelo ato de indisciplina, começou no banco de reservas – com Gianfranco Zola ocupando seu lugar. Cerca de 86 mil pessoas compareceram às arquibancadas do Estádio Central Lenin, o atual Luzhniki, já com o campo castigado pelo frio intenso. E o novo empate por 0 a 0 permitiria ao Spartak avançar rumo às quartas de final.

O goleiro Giovanni Galli seria uma das figuras do jogo e até poderia ter sido expulso, por um toque de mão fora da área. Além disso, o Napoli acertaria a trave pela quarta vez no confronto. Vestindo a camisa 16, Maradona saiu do banco no meio do segundo tempo e não pôde mudar a história do jogo. Já nos pênaltis, Diego até converteu sua cobrança, mas a batida de Marco Baroni para fora definiu o triunfo dos soviéticos por 5 a 3. Karpin abriu a série e Mostovoi a encerrou. Na próxima etapa, o Spartak pegaria o poderoso Real Madrid, que vinha de eliminar o Swarovski Tirol com uma goleada por 9 a 1 dentro do Santiago Bernabéu.

Naquele momento, o Real Madrid era treinado por um homem que conhecia um bocado da Champions: Alfredo Di Stéfano. A lenda assumiu um clube que não começou bem La Liga, com a demissão de John Toshack logo no início da temporada. Don Alfredo tinha muitos talentos em suas mãos, com Emilio Butragueño e Hugo Sánchez se combinando no ataque, além de Manuel Sanchís, Fernando Hierro e Míchel entre as demais figuras. De qualquer forma, aquela geração dos merengues já tinha vivido dias melhores e aqueles duelos com o Spartak, em março, fariam parte de uma série de nove partidas sem vencer.

Em Moscou, os espanhóis chegaram a pedir o adiamento da partida na véspera, por causa da grama congelada – algo negado pela Uefa. O placar de 0 a 0 se repetiria mais uma vez. E não por falta de insistência do Spartak, já que o melhor em campo foi o goleiro Pedro Luis Jaro. Num bombardeio comandado por Shmarov, os alvirrubros exigiram ao menos três defesas difíceis do arqueiro merengue. Cherchesov também seria desafiado por Francisco Villarroya, mas bem menos ameaçado pelo ataque adversário. No fim das contas, decidir em Madri parecia um problema aos soviéticos, considerando o que acontecera na fase anterior. Mas foi por lá que os alvirrubros conquistaram o grande resultado da campanha.

Sem tomar conhecimento da tradição do Real Madrid ou da animação de 90 mil nas arquibancadas do Bernabéu, o Spartak arrancou uma excelente vitória por 3 a 1. Os merengues abriram o placar logo aos dez minutos, com Butragueño aproveitando uma pane geral da zaga vermelha e passando por Cherchesov antes de tocar às redes vazias. Dez minutos depois, uma jogadaça de Shmarov rendeu uma bola na trave e Radchenko empatou ao Spartak. E a trave seguia ao lado dos soviéticos, com uma cabeçada de Hierro que parou no travessão, antes de Cherchesov pegar a bicicleta de Hugo Sánchez no rebote.

Aos 34 minutos, o Spartak virou. Uma boa combinação de Shalimov pelo meio permitiu que Radchenko ficasse com o caminho livre e fuzilasse o goleiro Jaro. E com a partida aberta, diante da tentativa de pressão do Real Madrid, um contra-ataque selou a classificação soviética. Oleg Ivanov arrancou pela ponta esquerda e cruzou para que Shmarov pegasse uma linda bola de primeira, sem chances de defesa. Seria o carimbo às inéditas semifinais dos alvirrubros. Os merengues não mais reagiriam, em sua maior derrota europeia dentro do Bernabéu até então. Foi uma atuação ruim em vários sentidos, que rendeu a saída de Di Stéfano do comando técnico. E não surpreenderia um placar mais elástico, diante das chances criadas pelos visitantes na reta final, na base de sua velocidade.

No mesmo dia, o outro representante da Itália caía nas quartas de final. O Milan encarava o Olympique de Marseille, que poderia provar contra o time mais poderoso da Europa que seu investimento tinha propósito. Arrigo Sacchi não contava com o lesionado Marco van Basten para aqueles encontros, mas mantinha um time fortíssimo com Ruud Gullit, Frank Rijkaard, Franco Baresi e Paolo Maldini, entre outras feras. Prevaleceria a capacidade dos marselheses, com uma escalação que possuía nomes da qualidade de Basile Boli, Manuel Amoros, Mozer, Chris Waddle, Abedi Pelé e Jean-Pierre Papin, sob as ordens de Franz Beckenbauer.

A partida de ida aconteceu em San Siro. O Milan saiu em vantagem logo aos 14 minutos, numa bobeada de Mozer, que entregou o gol a Gullit. Ao menos a reação do Marseille não tardaria, num lindo tento. Abedi Pelé arrancou pelo meio e fez fila na marcação, antes de entregar para Waddle. O inglês, então, acertou um passe primoroso por elevação, que encontrou Papin livre pelo lado direito. Diante do goleiro Andrea Pazzagli, o artilheiro não perdoou. O empate por 1 a 1 se manteria. O goleiro Pascal Olmeta fez boas defesas ao longo da noite, embora Abedi Pelé quase tenha virado com uma bola na trave.

No mesmo dia de Real Madrid 1×3 Spartak, o reencontro entre milanistas e marselheses ocorreu no Vélodrome. E o Olympique celebrou uma histórica vitória por 1 a 0, que impediu o tricampeonato do Milan. Os anfitriões criaram diversas chances durante o primeiro tempo, sobretudo na bola aérea. Os italianos tentavam responder, mas suas melhores chegadas paravam de novo em Olmeta. O gol da vitória saiu aos 30 minutos do segundo tempo, numa bola aparada de cabeça por Papin, para que Waddle acertasse um excelente chute cruzado e estufasse as redes, encaminhando a classificação.

Já nos minutos finais, quando os franceses pareciam prontos para fazer mais um no contra-ataque, um dos refletores do Vélodrome apagou. Adriano Galliani tirou os rossoneri de campo, alegando uma armação da televisão naquele episódio. A energia voltou 15 minutos depois, mas o Milan decidiu não retornar. O Olympique ainda esperou os adversários, até que a arbitragem decretasse o duelo como abandonado. No fim das contas, os tribunais da Uefa definiram a vitória dos marselheses por 3 a 0 pela desistência dos milanistas. Aquela temporada marcaria ainda o fim da linha para Arrigo Sacchi no San Siro.

Nas outras quartas de final, o Bayern de Munique eliminou o Porto com uma vitória por 2 a 0 no Estádio das Antas, depois do empate por 1 a 1 no Estádio Olímpico. Já o Estrela Vermelha, que havia vencido a ida por 3 a 0 contra o Dynamo Dresden no Marakana, ia vencendo também a volta na Alemanha por 2 a 1. Aquele embate guardou outra confusão, pouco depois que Darko Pancev decretou a virada dos iugoslavos. A torcida do representante alemão-oriental (ainda presente no torneio, apesar da reunificação) atirava objetos no gramado e, por questões de segurança, o árbitro preferiu encerrar antecipadamente a partida, com 12 minutos no relógio. A Uefa também premiaria os alvirrubros com o triunfo por 3 a 0.

Se o Bayern tinha mais tradição continental, o Estrela Vermelha mostrou que aquele era mesmo o seu momento. Os iugoslavos conseguiram conquistar a vitória na ida em pleno no Estádio Olímpico, por 2 a 1. Pancev e Dejan Savicevic comandaram a virada dos visitantes. Já no Marakana, os bávaros chegaram a ficar na dianteira do placar e não abriram dois gols de vantagem por causa de uma bola na trave. Mas, aos 45 do segundo tempo, um lance infeliz dos alemães permitiu a alegria dos anfitriões. Sinisa Mihajlovic já havia anotado um lindo tento de falta para abrir o placar. E, depois que os germânicos haviam virado, foi dele o cruzamento que resultou no gol contra de Klaus Augenthaler no fim. A bola pegou um efeito estranho e encobriu o goleiro Raimond Aumann. O empate por 2 a 2 colocou os alvirrubros na final.

Diante de uma Iugoslávia que se esfacelava, a decisão não seria contra uma União Soviética também em seus últimos dias. O Olympique de Marseille impediu o sonho do Spartak com muita autoridade. A situação começou a ser decidida em Moscou, mesmo diante do abarrotado Estádio Central Lenin. Abedi Pelé abriu o placar aos 27 e Papin ampliou quatro minutos depois, num contragolpe fatal. Os alvirrubros só descontariam no início do segundo tempo, numa cabeçada de Shalimov. Porém, a dois minutos do fim, Philippe Vercruysse confirmou a situação confortável dos franceses com o placar de 3 a 1.

Diante da situação, o Vélodrome se preparou para a festa no reencontro. E o Spartak não conseguiu repetir a grande atuação do Bernabéu, desta vez com a derrota por 2 a 1. Abedi Pelé inaugurou o marcador com um lindo gol durante o primeiro tempo e, logo na volta do intervalo, Boli ampliou aos celestes. Waddle havia cobrado uma falta contra a trave, mas desta vez a sorte estava ao lado do time da casa, para que o zagueiro mandasse para dentro. Os soviéticos chegariam a descontar na sequência, em pênalti convertido por Mostovoi, mas nada suficiente para a virada gigantesca que precisavam protagonizar.

A decisão aconteceu no recém-inaugurado Estádio San Nicola, em Bari. Não foi a partida mais vistosa, mas o Estrela Vermelha conseguiu travar o favoritismo do Olympique de Marseille, em empate por 0 a 0 que perdurou por 120 minutos. A definição acabou nos pênaltis e a equipe de Ljupko Petkovic conquistou a vitória por 5 a 3. Capitão dos alvirrubros, o goleiro Stevan Stojanovic pegou logo a primeira cobrança dos franceses, do rodado Manuel Amoros. Todos os jogadores adversários converteram, com batidas de Prosinecki, Binic, Belodedici, Mihajlovic e Pancev. A Iugoslávia entrava em colapso ao mesmo tempo em que seu representante conquistava a maior glória dos clubes locais na história.

Na edição seguinte, a Uefa mudou o formato da Champions. As surpresas da edição anterior haviam causado impacto e, para que a eliminação não fosse definida em dois jogos, o torneio passou a ter dois quadrangulares semifinais – um modelo que se ampliaria até a formação da fase de grupos em 1994/95. Defendendo seu título, o Estrela Vermelha chegou até este quadrangular semifinal em 1992/93. Sem poder jogar em Belgrado por causa da guerra, acabou eliminado pela Sampdoria. Além disso, aquela foi a última edição com um representante da União Soviética e da Alemanha Oriental, bem como marcou a volta da Inglaterra.

O Spartak Moscou caiu cedo na Copa da Uefa de 1991/92, eliminado pelo AEK Atenas, mas deixaria boa impressão outra vez na Recopa Europeia de 1992/93. Depois de superarem Liverpool e Feyenoord, caíram apenas na semifinal, diante do Royal Antuérpia. Os russos também alcançariam o quadrangular equivalente às quartas de final na Champions 1993/94, ao passo que estabeleciam uma dinastia no recém-formado campeonato nacional: das dez primeiras edições do Campeonato Russo, nove foram faturadas pelos alvirrubros. E isso lidando com a renovação do elenco, após muitos talentos serem levados por clubes do exterior.

Shalimov saiu no verão de 1991 para o Foggia, Shmarov acabou fisgado pelo Karlsruher naquele momento e Kulkov assinou com o Benfica. O desmanche se tornou maior quando, meses depois, Mostovoi seguiu também para o Benfica. Em 1993/94, Cherchesov mudou-se ao Dynamo Dresden, enquanto o Racing de Santander levou Radchenko e Popov. Por fim, a debandada de destaques culminaria na venda de Karpin à Real Sociedad um ano depois. Nem todos emplacaram como se imaginava. De qualquer maneira, tiveram tempo suficiente para fazer história com o Spartak.