Três times, separados por apenas um ponto, e duas vagas na próxima Champions League. Esse é o cenário da Premier League para as três rodadas finais, depois de a Corte Arbitral do Esporte reverter a exclusão do Manchester City e do gol do Southampton depois dos acréscimos que o árbitro havia prometido, no empate por 2 a 2, em Old Trafford, nesta segunda-feira.

A briga pelas últimas duas vagas na Champions League passou boa parte do Campeonato Inglês completamente aberta. A começar porque poderiam ser três, caso a punição ao City fosse aplicada. Houve um contingente grande de clubes permanecendo nela também porque ninguém conseguia disparar, e mesmo Chelsea e Leicester, que estiveram dentro da zona durante a maioria da Premier League, tiveram quedas de rendimento.

Agora, com apenas nove pontos na mesa, tudo parece mais claro. O Chelsea tem um ponto de vantagem. Leicester e Manchester United estão empatados logo na sequência, com vantagem às Raposas pelo saldo de gols – aquele 9 x 0 contra o Southampton ajudou bastante. O Wolverhampton aparece a quatro de ambos, e o Sheffield United, a cinco. Precisam de pequenos milagres. Faltam três jogos para todos.

O Manchester United continua o favorito a uma das vagas porque é o time em melhor fase. O empate contra o Southampton, pelas circunstâncias como ocorreu, parece mais um tropeço natural em meio a uma maratona de partidas do que uma queda de rendimento.

Enquanto isso, o Chelsea oscila, com derrotas recentes para West Ham e Sheffield United, e o Leicester despenca, sem ganhar dois jogos seguidos desde a virada do ano e tendo acabado de levar 4 a 1 do Bournemouth.

Martial teve uma chance de ouro de abrir o placar, aos nove minutos, aproveitando o erro de Ward-Prowse no meio-campo. Disparou em velocidade, mas Alex McCarthy estava esperto e saiu bem do gol para fechar o ângulo.

O Southampton respondeu na mesma moeda, mas não perdoou. Danny Ings desarmou Paul Pogba na entrada da área, Redmond ficou com a sobra e cruzou para a segunda trave, onde Stuart Armstrong completou para as redes.

Apenas um susto. O Manchester United virou em um intervalo de três minutos e com belos gols. A jogada do empate foi muito bem trabalhada, desde a jogada individual de Wan-Bissaka. A bola seguiu para Pogba, que lançou para dentro da área, onde Martial fez o trabalho de pivô e rolou para Rashford marcar.

Logo depois, em rápida transição, de Pogba para Fernandes, de Fernandes para Martial, o francês dominou pela esquerda, cortou para dentro e chutou firme: 2 a 1.

Fazendo o torcedor do Manchester United salivar com as possibilidades para as próximas temporadas, Fernandes deu um lindo toque de primeira para Pogba chutar forte de fora da área. Boa defesa de McCarthy.

O ritmo do jogo caiu no segundo tempo, mas o Manchester United ainda teve chance de matar a partida, após uma bonita arrancada de Rashford, que soltou com Martial, recebeu de volta, e quase dentro do gol foi bloqueado na hora da finalização.

Redmond, de fora da área, exibiu boa defesa de De Gea, e parecia que o Manchester United seguraria a quinta vitória consecutiva pela Premier League até o fim dos acréscimos determinados pelo árbitro.

Na prática, segurou porque o escanteio cobrado por Ward-Prowse aconteceu depois dos cinco minutos extras que Chris Kavanagh havia determinado. Bednarek desviou na primeira trave e Michael Obafemi, quase debaixo da trave, concretizou o empate.

O jogo ainda seguiu quase aos 100 minutos no tempo agregado, mas o Manchester United não conseguiu manter a sequência de vitórias.

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