O Chelsea já mostrou muitas qualidades nesta temporada, embora também viva altos e baixos. Na rodada passada, o time venceu fora de casa o rival Tottenham por 2 a 0, jogando melhor, e causou uma ótima impressão. Nesta rodada, diante do Southampton e jogando no Stamford Bridge, perdeu por 2 a 0. O time de Frank Lampard tem sido assim: uma no cravo, outra na ferradura.

Contra o Tottenham, o Chelsea mostrou precisão no ataque, aproveitando as chances criadas para colocar a bola na rede e se colocar em vantagem. Desta vez, porém, o time mostrou uma alta ineficiência em campo. Muita posse de bola, poucas chances criadas. O jogo terminou com 66% de posse de bola para os Blues, com 10 chutes a gol e três deles no alvo. Os Saints, por sua vez, chutaram metade, cinco, mas acertaram o mesmo número, três.

De um lado, o Chelsea não parecia totalmente concentrado e nem colocava muita energia no jogo. De outro, os Saints se defendiam muito bem, posicionados sem dar espaço para as corridas de Callum Hudson-Odoi ou William e também sem deixar com que o atacante Tammy Abrahaam ficasse confortável em qualquer momento. O time sofreu para criar chances e levou perigo em cabeçada de Fikayo Tomori.

Michael Obafemi, atacante de 19 anos formado na base do Southampton, foi quem abriu o placar. Aos 31 minutos, ele acertou um lindo chute de fora da área, depois de uma perda de bola do Chelsea no meio-campo que resultou em contra-ataque. Foi o primeiro gol do jogador na Premier League.

No segundo tempo, apesar de Lampard ter sacado um dos três zagueiros para colocar Mason Mount e aumentar a presença no meio-campo, e consequentemente tentar ganhar em criatividade, o Southampton continuava sendo perigoso no contra-ataque.

O número de passes trocados pelo Chelsea ultrapassou os 600 (foram precisamente 686 no jogo). Com baixa eficiência coletiva e sem destaques individuais, o Chelsea se afundou no próprio jogo. E veio a pá de cal aos 28 minutos da etapa final. Depois de uma jogada pelo meio, Nathan Redmond foi lançado e tocou de primeira, com um toque sutil, por cima do goleiro Kepa Arrizabalaga e marcou: 2 a 0.

“Os times não são estúpidos. Eles são bem organizados. Nós precisamos fazer mais em termos de ataque. Você não pode ter mais de 70% de posse de bola e não fazer mais, não acertar cruzamentos melhores, não acertar passes finais melhores e não ter mais chances claras de gol”, afirmou Lampard depois do jogo.

“Você precisa uma forma de consistência para terminar entre os quatro primeiros porque esta é a Premier League e todo mundo está se esforçando para isso. Estamos no Natal e as pessoas provavelmente teriam duvidado disso, então eu acho que com perspectiva nós podemos estar relativamente felizes”, continuou o técnico do Chelsea. “Mas se quisermos ficar lá e olhar adiante e para cima, e não para trás, precisamos vencer mais do que vencemos recentemente em casa”.

“Você tem que ter um plano tático, mas se você não tiver paixão, não funciona. Eu estou muito orgulhoso pelos momentos quando ganhamos a bola, especialmente no segundo tempo, porque nós mostramos que podemos fazer um bom jogo de passes e eu acho que é importante contra um oponente como esse porque quando você apenas defende, chega um momento que a pressão fica muito alta e você acaba perdendo esses jogos”, afirmou o técnico do Southampton, Ralph Hasenhuttl.

“É algo que aconteceu muito frequentemente no passado, mas hoje não aconteceu porque nós fomos corajosos e tentamos mantê-los longe do nosso gol. No fim, eu acho que foi, de longe, a nossa melhor atuação da temporada. Nós tivemos alguns poucos jogos muito bons, mas eu acho que este foi o melhor”, continuou Hasenhuttl.

No fim, o Chelsea pareceu não mostrar a mesma energia dos jogos anteriores. Seja por considerar que o adversário não precisaria de tanto esforço, seja porque não conseguiu manter o nível físico e mental do último duelo. Apesar disso, o Chelsea se mantém em quarto, com 32 pontos. O Southampton tem 21, a três da zona do rebaixamento.

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