Juan Pablo Sorín é um jogador que marcou época no futebol. Não só na sua Argentina, mas também no Brasil. Além de clubes, foi também importante na seleção argentina, da qual foi capitão e figura importante. Formado pelo Argentinos Juniors, passou pelo River Plate, onde teve uma fase marcante de 1996 a 1999, com três títulos argentinos, uma Libertadores e uma Supercopa da Libertadores. E segue acompanhando o clube. Para ele, Marcelo Gallardo, atual técnico, não só já marcou o seu nome, mas espera que seja eterno.

O Cruzeiro foi o destino de Sorín quando deixou o River, em 1999. Fez história pelo time celeste em quatro anos e, de lá, jogou em clubes importantes da Europa como Lazio, Barcelona, Paris Saint-Germain, Villarreal e Hamburgo, antes de voltar para encerrar a carreira pelo Cruzeiro novamente, em 2008.

Na seleção, Sorín esteve na Copa de 2002, quando era titular no time de Marcelo Bielsa que fracassou no Japão e Coreia. Depois, com José Pekerman como técnico, se tornou capitão do time que foi até a Alemanha, em 2006. Tanto no River quanto na seleção, jogou com Marcelo Gallardo, que se tornou técnico e, rapidamente, um dos maiores ídolos da história do River Plate.

“Olha, primeiro fico muito feliz por Marcelo, por [Matías] Biscay, por [Hernán] Buján. Estou orgulhoso de ser amigo de Marcelo, de tê-lo visto crescer como jogador. Sempre foi um grande estrategista em tudo que foi feito. Eu sofri quando jogava no Argentinos e logo ficamos amigos ao sermos companheiros no River e na seleção. Na verdade, espero que seja sempre assim com Marcelo, que seja eterno. No River, ele já é, porque já marcou um caminho muito além do que possa seguir onde quer que seja”, afirmou Sorín ao Olé.

“Ele é o maior vencedor dos últimos anos. Mas, principalmente, que este River contagia, e por momentos com um futebol brilhante. Marcelo devolveu essa identidade de uma equipe esmagadora e vencedora que voltou a reinar na América. Eu gosto muito da configuração de equipe que ele conseguiu, que entre um e outro, a estrutura não sofre. Isso é uma conquista do convencimento que transmite um treinador como Marcelo”, continuou o antigo lateral esquerdo.

“Muito além dos clássicos, Marcelo e suas equipes contagiam que se comece a jogar de uma determinada maneira, que se possa jogar com garotos da casa, que possa ter capacidade de gestão. Como o que conseguiu Heinze no Argentinos e no Vélez, ou Davobe no Argentinos. Esse é o convencimento que conquistou”, explicou o ex-jogador.

Sorín segue fazendo parte do futebol, mas de outras formas. Por exemplo, é organizador de um torneio chamado Copa Desafío, que envolve o Nacional, do Uruguai, e o River Plate. E não só os times masculinos: os femininos também. Será um amistoso de verão, mas que o ex-jogador considera importante que tenha a participação das mulheres.

“Sim, desde o início foi a ideia. E tanto Nacional quanto River são instituições que querem que suas equipes cresçam. E havia participado de um congresso dos direitos das mulheres no esporte e venho lutando há muito tempo pelo futebol feminino, pela igualdade e os direitos das mulheres. E estas partidas são boas para sacudir as estruturas”, comentou o ex-jogador.

Sorín grava um programa chamado “Joga em casa”, que ele divulga nas redes sociais e que traz convidados músicos, como Andreas Kisser e Caetano Veloso. Também é comentarista de futebol, com passagem pela ESPN Brasil e que fez trabalhos para o Facebook na América Latina.