O meio-campista Claudio Marchisio está sem jogar desde o fim da temporada passada. Passou uma temporada defendendo o Zenit, da Rússia, depois de 13 anos como profissional da Juventus – além de outros 12 anos nas categorias de base da Velha Senhora. Ele foi cogitado (oferecido, e alguns casos) em muitos lugares, da China ao Brasil, passando pelo Rangers, da Escócia, que tem o técnico Steven Gerrard. Só que o jogador irá anunciar a aposentadoria, aos 33 anos, segundo o jornal Gazzetta dello Sport, por razões físicas. O anúncio será feito neste dia 3 de outubro, no Allianz Stadium.

Nascido em Turim, Marchisio cresceu dentro da Juventus, se tornou um jogador importante pelo clube do coração e, mais do que isso, foi muito vencedor. Foram sete scudettos, além de um título da Serie B, três Supercopas da Itália, quatro Copas da Itália. Participou das duas melhores campanhas da Juventus na Champions League nos últimos anos, com duas finais. Ainda teve chance de encerrar a carreira levantando outra taça, por outro clube: o Campeonato Russo, pelo Zenit, na temporada 2018/19.

Pela seleção italiana, Marchisio brilhou inicialmente pelas seleções de base, participando e vencendo o Torneio de Toulon em 2008. Brilhou também no Europeu sub-21 em 2009, quando a Itália foi semifinalista. Passou a integrar a seleção principal naquele mesmo ano de 2009, com o técnico Marcelo Lippi. Esteve na Copa do Mundo de 2010, mas usado como meia ofensivo, não rendeu muito em uma campanha ruim da Azzurra.

Foi com o técnico seguinte, Cesare Prandelli, que Marchisio se tornou um jogador importante da Itália. Esteve na campanha da Eurocopa de 2012, quando os italianos fizeram boa campanha, mas acabaram varridos pela Espanha na final. Esteve também na Copa das Confederações de 2013, além da Copa do Mundo de 2014. Depois disso, as lesões o levaram a encerrar cedo a sua carreira na Azzurra. A lesão grave ao romper o ligamento cruzado anterior do joelho o tirou da Eurocopa 2016 e da seleção da Itália quase definitivamente. Ele ainda voltaria a jogar pela Itália em junho de 2017, mas acabou sendo sua última partida pela seleção.

Apaixonado pela Juventus e por futebol, o jogador quer fazer o anúncio dentro do estádio onde tanto viveu alegrias, mas principalmente pelo clube que se identifica. Ficará apenas como um torcedor de futebol e ainda tem dúvidas sobre o que fará com as chuteiras penduradas. Ele pode se dedicar aos negócios – tem uma rede de restaurantes na Itália –, mas especula-se que ele queira continuar no futebol. Assim, pode tomar o mesmo caminho de Andrea Barzagli, que se aposentou na temporada passada e está se preparando para assumir funções fora de campo no clube de Turim.