Na escola de jornalismo, ensinam que “o cachorro mordeu o homem” não é notícia. É um acontecimento normal, corriqueiro, notícia seria se o homem mordesse o cachorro.

Pois bem: nas últimas semanas, jornalões, jornalecos, TVs e rádios deram um espaço enorme a duas baladas envolvendo esportistas: a dos jogadores da Seleção, após o jogo no Maracanã, e a de Kimi Raikkonen, após o título mundial de Formula 1. Os caras triunfaram, e depois foram comemorar. Estranho, não?

Só me ocorre uma explicação para o fuzuê: inveja pura. “Pô, o Ronaldinho ficou até de madrugada com quatro mulheres e eu tava trabalhando? Isso deve ser errado!”

Como já disse Renato Gaúcho, que, em geral, sabia separar o trabalho da comemoração – e como comemorava! -, não estamos procurando maridos para nossas filhas, certo? Então, que tal deixar os caras comemorarem em paz, e só com quem eles convidaram?