Após a segunda derrota em final de Champions League para o mesmo adversário (e maior rival), em três anos, e por muito pouco, Diego Simeone revelou que está em aberto seu futuro no Atlético de Madrid. O técnico argentino que, em cinco temporadas, mudou a genética e o estilo dos colchoneros, nunca antes havia deixado tantas dúvidas quanto a sua permanência no clube madrilenho. Depois de ontem e do que ele disse, é difícil pensar que ele continue fazendo seu incrível trabalho por lá.

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“Eu estou onde quero estar. Sou amado pelas pessoas aqui e as amo também, mas não seria legal da minha parte seguir em frente sem pensar que eu perdi duas finais de Champions em três anos”, afirmou Simeone, revelando que deixar o clube de Madri é, sim, uma possibilidade. E fica muito claro que ela não existe por conta dele estar insatisfeito com decisões da diretoria ou decepcionado com atitudes que seus comandados tiveram durante os jogos, e sim por uma frustração pessoal, um sentimento de impotência, quando o próprio disse que “ter perdido duas vezes é um verdadeiro fracasso. Para o Atlético, chegar a duas finais em pouco tempo é incrível, mas eu não consigo ficar feliz só com isso. É um momento para se pensar sobre ficar ou não no clube”.

Se ele deixar mesmo o Atlético em um futuro próximo, há grandes chances de uma possível volta à Itália. Em 2011, antes de ir para o Racing, o argentino teve uma passagem rápida pelo comando técnico do Catania, a qual durou tempo suficiente para o treinador salvar o time do rebaixamento e levar os sicilianos ao recorde de pontos em uma única temporada. Como jogador, Simeone defendeu a Lazio, entre 1999 e 2003, e a Internazionale, entre 1997 e 1999, clube pelo qual ele não esconde admiração, não nega ter um carinho enorme até hoje e ao qual ele pretende um dia retornar (como o próprio já afirmou tantas vezes), só que agora em outra função.

Além da Inter, que não vai disputar a Champions League, mas vai jogar a Liga Europa na próxima temporada, não seria ruim se Simeone assumisse o comando da seleção italiana. Aliás, o encaixe seria praticamente perfeito, já que o ‘cholismo’ nada mais é do que uma derivação do catenaccio. Sem contar que a Azzurra carece de técnicos que tenham a mesma mentalidade vencedora do argentino há algum tempo. Por enquanto, a Federação Italiana de Futebol não arrumou substituto para Antonio Conte, que assumirá o cargo de técnico do Chelsea depois da Eurocopa. Lógico que vários nomes estão sendo estudados por dirigentes da Itália, mas nada ainda foi decidido. Será que o de Diego Simeone passa a ser uma possibilidade depois da derrota de ontem e da dúvida que o treinador deixou no ar?