O Atlético de Madrid começa outra temporada e pensa novamente alto. O time da capital espanhola inicia os seus compromissos oficiais nesta quarta-feira, na Supercopa da Uefa contra o Real Madrid. Atual campeão da Liga Europa, o time quer brigar no alto no Campeonato Espanhol, que terminou em segundo lugar na temporada passada, e também fazer um papel melhor na Champions League. O técnico Diego Simeone falou em entrevista coletiva sobre o fato de jogadores permanecerem no clube, o estilo de jogo do Atlético que fez sucesso na Copa e na campeã França e sobre as possibilidades da equipe Colchonera para a temporada.

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Para esta temporada, o Atlético de Madrid contratou Thomas Lemar, do Monaco, por € 70 milhões; Rodrigo, do Villarreal, por € 20 milhões; Nikola Kalinic, do Milan, € 14,50 milhões;; Santiago Arias, do PSV, por € 11 milhões; Jonny Castro, do Celta, por € 7 milhões; e, por fim, Antonio Adán, do Betis, por mero € 1 milhão. Gelson Martins chegou do Sporting de graça, após romper o seu contrato com os portugueses. Entre os que saíram, o mais relevante é Sime Vrsaljko, que foi para a Inter por empréstimo com compra vinculada, e Kevin Gameiro, que foi para o Valencia, mas o atacante francês era reserva. Os demais eram jogadores que não estavam no elenco, mas pertenciam ao clube, como Diogo Jota, que foi para o Wolverhampton.

Ninguém sai

“Percebo há anos que os jogadores querem vir aqui, percebo que os jogadores do Atleti não querem ir, Koke, Thomas, Giménez e acompanham o crescimento do clube. Chegam jogadores importante e se gera um trabalho coletivo e seguimos gerando competitividade e crescimento. A eles interessa ganhar e crescer. Se aproxima o projeto que levamos e que queremos melhorar”.

França ao estilo Atleti

“O futebol é maravilhoso porque ninguém tem a verdade e se ganha de modos diversos. Temos visto diferentes formas além do triunfo da França. É verdade que tem características parecidas ao Atleti, mas ninguém é dono da verdade… A chegada de bons jogadores garante boas individualidades, mas não a ter uma equipe melhor, até que todos estejam na mesma linha. Os novos [jogadores] trazem talento, mas vêm com a mão de trabalho. A estrutura com os melhores jogadores também melhora. Se melhoramos a estrutura, as individualidades nos fazem crescer”.

Nível próximo ao Real Madrid?

“Eu não meço desse lado de interpretar mal os pressupostos. Eu sou guiado pelo sonho e não me sinto menos que ninguém”.

Exigência maior do time depois dos reforços

“Nós temos muito claro, é uma linha a seguir por todos. Queremos melhorar o ano passado, nos cobrarão em consequência do plantel que formamos. Não se está gerando um novo grupo, mas sim chegando gente nova. Quando conseguimos formar um grupo melhor, a equipe sai melhor de maneira natural. As expectativas são boas, sim, mas nos guiamos partida por partida”.

Pré-temporada complicada

“Tivemos uma pré-temporada complexa, tivemos a alegria de que alguns ganharam a Copa do Mundo, saímos campeões, mas o sonho que Griezmann, Lucas e Lemar têm por ganhar o título gera um entusiasmo para seguirem ganhando. Treinamos o meio-campo em Cingapura e a defesa em Madri. Buscamos ser um bloco como o que temos sido sempre”.

Griezmann Bola de Ouro?

“A decisão do vencedor da Bola de Ouro deve ser tomada por aqueles que entendem disso, mas está muito bem posicionado para ganha-lo”.


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