Bastian Schweinsteiger é um dos maiores símbolos da volta por cima dada pelo Bayern Munique nesta temporada. Em maio de 2012, desperdiçou o pênalti derradeiro na final da Liga dos Campeões, que coroou o Chelsea campeão dentro da Allianz Arena. Em maio de 2013, após meses jogando o fino, o meio-campista se consagrou como maestro de um time praticamente imbatível, dono de um aproveitamento absurdo de 88% e que levantou as taças da Champions, da Bundesliga e da Copa da Alemanha.

E o volante admitiu que os fracassos foram importantes para o desempenho arrasador do Bayern nesta temporada. O “tri vice-campeonato” de 2011/12 criou a motivação para dar a volta por cima e criar uma boa relação em um vestiário que estava rachado. Rendeu a Tríplice Coroa em 2012/13 e, segundo Schweinsteiger, poderá continuar trazendo ainda mais troféus sob o comando de Pep Guardiola.

“Minha fome por títulos aumentou, não diminuiu. É certamente muito bom ter autoconfiança. Vamos entrar na próxima temporada com nossas cabeças erguidas. Temos um técnico de primeiro nível chegando e definitivamente estamos empolgados, mas teremos um recomeço com Guardiola e o passado conta para pouco”, avaliou Schweinsteiger.

“Ainda posso lembrar a cara de tristeza dos jogadores no vestiário. A partir de então, nós desenvolvemos o espírito, o que nos beneficiou na última temporada e irá continuar ajudando ainda mais no futuro. Nós conhecemos melhor a cada um agora e construímos mecanismos, como o Barcelona, de tudo funcionar em uma perfeita harmonia. Uma engrenagem gira a outra. Vamos ver isso ainda mais no futuro do Bayern”, complementou.

A redenção de Schweinsteiger, em ótima peça publicitária da Adidas
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Depois de elogias o Barcelona, o volante também indicou que um dos objetivos do Bayern é repetir a continuidade dos blaugranas no topo da Europa: “As meus olhos, o Barcelona continua sendo o número 1 da Europa. Eles foram incrivelmente consistentes ao longo dos últimos seis anos nos torneios continentais. Não podemos pedir esse rótulo depois de conquistar apenas um grande título”.

Schweinsteiger merece como poucos o sucesso do Bayern Munique. O meio-campista tem se mantido entre os melhores do mundo há quase uma década, mas a falta de títulos limitou o seu reconhecimento. Antes dessa temporada, era mais lembrado pelo “quase” com a seleção alemã e com os Roten do que pelo nível técnico atingido. Pelo que tem feito com os bávaros, merece estar entre os cinco finalistas da Bola de Ouro de 2013. E que, sem dúvidas, já o coloca entre os maiores jogadores da história do Bayern.