Quem irá esquecer da epopeia vivida pela Islândia na Eurocopa da França? A classificação heroica para a competição, a boa campanha na fase de grupos em sua primeira aparição no torneio e a proeza de ter alcançado as oitavas de final e eliminado a Inglaterra, uma seleção que já foi campeã mundial, são feitos que jamais sairão da mente dos moradores deste gélido país e de todos que torcem por histórias épicas no futebol. Mas os jogadores querem protagonizar mais episódios como o do ano passado dentro de campo, que deixem ainda mais marcas na aguerrida história da seleção islandesa. É o que Gylfi Sigurdsson disse que deseja em entrevista à Goal.

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“Nós curtimos muito o que aconteceu na Eurocopa na França e queremos repetir o feito”, falou o jogador do Swansea City durante concentração da Islândia em um centro de treinamento em Parma, na Itália. “Nosso foco é ganhar o máximo de jogos que nós pudermos e nos certificarmos de que participaremos de uma competição de futebol novamente”. Os islandeses estão no grupo I nas Eliminatórias para a Copa do Mundo na Rússia e enfrentam Kosovo, a mais recente seleção a ser incluída pela Uefa, na próxima rodada da fase classificatória. Eles tentam subir de posição (estão em terceiro) e alcançar um passe para a próxima Copa para compensar a bola na trave que foi perder para a Croácia na repescagem das Eliminatórias para a Copa de 2014.

“Estes últimos quatro ou cinco anos têm sido muito bons para nós. Há uma energia muito positiva em torno da seleção e todos nós temos grandes expectativas”, falou ainda o meia. “Há também muita pressão dos islandeses sobre nós, o que é bom até certo ponto, já que isso nos faz ir atrás do que queremos e nos mantém focados”, acrescentou. “Estamos em um grupo muito difícil nas Eliminatórias, então vai ser difícil conseguir essa classificação. Mas depois da nossa experiência no último verão, na França, nós estamos determinados a fazer isso acontecer”. Para isso de fato ocorrer, no entanto, os islandeses precisam vencer Kosovo na sexta-feira, já que pegam a Croácia na quinta rodada, em junho, e será um jogo bem complicado.

Sigurdsson também falou sobre a nova geração de jogadores da Islândia, que é uma nação minúscula, de pouco mais de 300 mil habitantes. “Se você olhar para a juventude islandesa, ela é muito boa. Nós temos bons técnicos lá, e acredito que haverá muito mais jovens vindo por aí que são tecnicamente muito talentosos e só irão melhorar o nível do futebol islandês”, opinou. E um desses nomes que podem fazer sucesso com a camisa do país nórdico no futuro é o de Arnor Gudjohnsen, irmão do Eidur, ex-Barcelona, e filho do jogador de nome homônimo. Arnor tem apenas 16 anos e foi contratado pelo Swansea recentemente.