Muitas ligas pela Europa retomaram suas atividades após a paralisação com os títulos encaminhados. Assim, o final de semana já celebrou diversos campeões antecipados ao redor do continente – todos concentrados em países do leste europeu. O mais importante deles, o Shakhtar Donetsk, também cavou sua vaguinha na fase de grupos da Champions League. Confira um resumo sobre estas campanhas:

Shakhtar Donetsk, tetracampeão ucraniano

A mudança de técnico nesta temporada não se tornou suficiente para encerrar a supremacia do Shakhtar Donetsk no Campeonato Ucraniano. Paulo Fonseca saiu para a Roma e Luís Castro manteve a forte base dos Mineiros. Resultado: o Shakhtar conquistou a liga pela quarta temporada consecutiva, ficando a uma taça de repetir a maior sequência dos tempos de Mircea Lucescu. E o Dynamo Kiev, que havia sido bicampeão antes da atual série, se vê com dificuldades de assegurar até mesmo o vice-campeonato.

O troféu chegou ao Shakhtar com cinco rodadas de antecedência. A equipe derrotou o Oleksandriya por 3 a 2 e abriu 19 pontos de vantagem na primeira colocação. O elenco segue apostando na combinação entre brasileiros e ucranianos, também com vários jovens incorporados durante os últimos meses. Júnior Moraes, Marlos e Taison são as referências da equipe, dividindo entre si 42 dos 69 gols assinalados pelos Mineiros ao longo da liga. Já entre os mais jovens, Dodô, Marcos Antônio e Tetê aparecem entre as revelações. O ex-gremista Tetê, inclusive, anotou os dois gols que possibilitaram a virada no jogo do título. O Shakhtar entra diretamente na fase de grupos da Champions League 2020/21.

Dinamo Zagreb, tricampeão croata

Após perder o cetro para o Rijeka em 2016/17, o Dinamo Zagreb recuperou seu reinado no Campeonato Croata. O bom papel na atual Champions League indicava o momento favorável do clube e isso se confirmou com a renovação de sua hegemonia nacional. Desde 2006, a equipe perdeu a liga apenas uma vez em 15 edições. Por sua estrutura favorável, com boas categorias de base, e pelo próprio favorecimento de ser um time historicamente ligado ao centro do poder, parece difícil imaginar uma reviravolta.

O Dinamo levou a taça com cinco rodadas de antecedência, abrindo 19 pontos sobre o vice-líder, o Lokomotiva Zagreb. Hajduk Split e Rijeka ainda tentam correr atrás da segunda vaga na Champions, em campanhas mornas. Os problemas com o Estádio Maksimir, que teve parte de suas estruturas comprometidas após o terremoto recente em Zagreb, não atrapalhou os favoritos e eles selaram o título neste sábado, com o empate por 0 a 0 contra o Gorica. Com a venda de Dani Olmo, o protagonismo ficou para a trinca ofensiva formada por Damian Kadzior, Bruno Petkovic e Mislav Orsic – este, em alta após brilhar na Champions.

Ludogorets, eneacampeão búlgaro

Uma das grandes certezas do futebol europeu nos últimos anos é o título do Ludogorets no Campeonato Búlgaro. São nove consecutivos desde que o clube bancado por um mecenas do ramo farmacêutico se transformou em potência instantânea do futebol local. E, considerando a bagunça dos principais concorrentes, anda difícil acreditar em uma reviravolta. O CSKA Sofia foi quem se manteve mais próximo na atual campanha, mas aparece 14 pontos atrás. Mais incrível, o Ludogorets segue invicto na liga e sofreu míseros 13 gols em 27 rodadas. A equipe integrará a Champions League 2020/21 desde a primeira fase preliminar.

A comemoração neste final de semana veio com a vitória por 2 a 1 sobre o Botev Plovdiv. Naturalizado búlgaro, o paranaense Wanderson fez um dos gols. A legião brasileira, aliás, é um dos grandes motivos de sucesso do Ludogorets. A lista também inclui o goleiro Renan, o lateral Cicinho, o zagueiro Rafael Forster, o meia Cauly e o armador Marcelinho – este, um dos dois únicos presentes em todos os nove títulos. Entre os lusófonos, vale destacar ainda o ponta bissauense Jorginho. Já na frente, o grande responsável pelos gols foi o veterano romeno Claudiu Keseru. Mentor da ascensão do Viktoria Plzen na República Tcheca, Pavel Vrba assumiu o comando técnico em janeiro, após duas trocas de treinadores na temporada.

Slovan Bratislava, bicampeão eslovaco

Tradicional potência do futebol na Eslováquia, o Slovan Bratislava se sagrou bicampeão nacional. O Zilina desta vez esteve distante de incomodar e o torneio apresenta uma vantagem de 13 pontos aos líderes, restando apenas mais quatro rodadas. O Slovan sofreu uma mísera derrota na campanha e somou 19 vitórias em 24 partidas. O Campeonato Eslovaco, aliás, vê a ascensão de clubes como o DAC Dunajská Streda e o Zemplín Michalovce na briga pelas vagas nas competições continentais. Mas nada ainda para incomodar os vencedores, que entrarão na primeira fase preliminar da Champions 2020/21.

A taça neste sábado veio justamente no encontro com o vice-líder, Zilina, que terminou com a vitória do Slovan por 3 a 2. Veterano da seleção eslovaca, Jan Kozak vive sua primeira temporada como técnico principal e realizou um bom trabalho, também por levar o clube à fase de grupos da Liga Europa. Destaque no torneio continental, Andraz Sporar acabou vendido ao Sporting em janeiro e mesmo assim conservou seu posto como artilheiro do time no Campeonato Eslovaco. Rafael Ratão é uma das alternativas ofensivas, enquanto outro brasileiro do elenco é o brasileiro Lucas Lovat. O rodado Vladimir Weiss é o medalhão à disposição.