Em uma semana na qual o Campeonato Espanhol sofreu uma reviravolta, com os tropeços do Real Madrid, não foi só o Barcelona que voltou com força na disputa do título. Olhando para tabela que tem pela frente, o Sevilla continua dependendo apenas de si. Um feito e tanto para o início do trabalho de Jorge Sampaoli, mesmo que nem sempre os rojiblancos apresentem a mesma consistência. Porém, os candidatos à taça não vivem apenas de bons jogos. E, nesta quinta, mesmo cambaleando contra o Athletic Bilbao, os andaluzes conquistaram a vitória por 1 a 0 no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán. Resultado que deixa a equipe a um ponto dos merengues (que têm um jogo a menos) e a dois dos blaugranas, líderes da competição.

O Sevilla precisou lidar com dois desfalques sentidos, de protagonistas em seu sistema de jogo: Steven N’Zonzi estava suspenso, enquanto Vitolo sustenta uma lesão. O gol, pelo menos, não demorou a sair. O time partiu para cima nos primeiros minutos e ganhou um pênalti bastante discutível, aos 14. Jovetic partiu para a cobrança e parou nas pernas de Iraizoz, mas o rebote sobrou limpo para Vicente Iborra bater rasteiro, emendando para as redes.

O problema é que os andaluzes não jogavam bem. A partir de meados do primeiro tempo, começaram a tomar pressão do Athletic Bilbao, que arriscava mais. Raúl García quase marcou de cabeça, parando na trave. Já na segunda etapa, o time de Sampaoli enfrentou uma situação atípica. Ao invés de ter a bola, via a posse ficar nos pés dos bascos, que se impunham no campo de ataque. Sergio Rico realizou grande defesa para barrar Raúl García, o melhor em campo. No final, ainda existiram reclamações de ambos os lados contra a arbitragem, mas nada que pudesse movimentar o placar.

O Sevilla vem de quatro vitórias consecutivas em La Liga. Depois de uma virada de mês ruim, o time volta aos prumos, com resultados importantes. Derrotou os duros Eibar e Las Palmas, virou o clássico contra o Betis, superou o Athletic Bilbao. Só o Barcelona vive uma sequência recente melhor na competição. E isso com os rojiblancos precisando lidar com as lacunas no elenco. Olhando para frente, há um caminho duro. Mas que realmente pode fazer a diferença, dependendo do nível do jogo dos andaluzes. Ainda pegam fora de casa Barcelona e Real Madrid, além do Atlético de Madrid. Pedras que podem servir para passos além.