Serie A

Te cuida, Mourinho: De Rossi vislumbra futuro como treinador da Roma

Ídolo romanista foi auxiliar na delegação da Itália, campeã da Euro 2020

A relação entre Daniele De Rossi e Roma não acabou quando o ex-volante deixou a equipe, em 2019, para assinar com o Boca Juniors. Embora pareça que o rompimento com a gestão de James Pallotta causou feridas profundas, a história parece ter um futuro desenhado, ao menos na cabeça de De Rossi.

LEIA MAIS: 16 histórias da carreira de Daniele De Rossi, um cara que ajudou a valorizar a paixão ao redor do futebol

Enquanto a gestão de Dan Friedkin parece preocupada em se reaproximar de Francesco Totti, sinônimo de Roma em muitos sentidos que transcendem o futebol, De Rossi manifesta interesse em integrar a comissão técnica do clube. 

Figura importante na recuperação da autoestima da Itália, que venceu a Euro 2020 meses atrás, DDR revelou ao semanal Sportweek, da Gazzetta Dello Sport, que pretende treinar a equipe de seu coração no futuro. Mas bem no futuro, sem qualquer plano de atropelar o trabalho recém-iniciado de José Mourinho.

Menos de um mês depois do título continental com a Squadra Azzurra, Daniele deixou a comissão técnica nacional para se dedicar a uma empreitada como treinador. O romanista agradeceu a Roberto Mancini e à diretoria da Federação Italiana, indicando sua intenção na nova carreira:

“Sempre terei essa dívida com a seleção. Mas está claro o que quero fazer, que é treinar. Pode parecer estranho, já que eu tenho apenas 38 anos e nunca sentei num banco de reservas nessa posição, mas eu me sinto pronto. Continuar na seleção enquanto espero uma proposta para sair não seria correto. E nem justo com Mancini, que me tratou de maneira fantástica. Foi uma decisão difícil, mas me permitiram participar dessa história e tive uma experiência inesquecível”, afirmou.

Antes de voltar para casa e reencontrar tantas emoções que ficaram no passado, Daniele diz que quer se preparar e adquirir alguma vivência, nem que seja fora de seu país. “Todos sabem o que a Roma significa para mim. Uma segunda pele, uma paixão, um amor puro. Claro que adoraria treinar o time quando eu estiver pronto e com algum valor como técnico, não pelo meu passado como atleta. Creio que isso acontecerá um dia. Mas é um desejo, não uma obsessão. Agora, focarei em minhas experiências na Itália ou em outro lugar” ponderou o ex-volante.

Mostrar mais

Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo