Serie A

O retorno de Bakayoko foi um negócio útil do Milan, para ampliar a rotação e dar mais solidez ao elenco

Bakayoko volta ao Milan por empréstimo de duas temporadas, com opção de compra junto ao Chelsea

Tiemoué Bakayoko não se confirmou o volante de primeira que despontou no Monaco campeão francês em 2016/17. Ainda assim, numa trajetória bastante rodada durante os últimos quatro anos, o francês teve bons momentos no Milan, como uma peça importante no meio-campo durante a temporada 2018/19. Depois de dois anos, Bakayoko retorna aos rossoneri por empréstimo. O novo contrato tem validade por duas temporadas, com opção de compra por €15 milhões junto ao Chelsea. Pode ser um negócio interessante, até por aumentar a quantidade de opções de Stefano Pioli na cabeça de área.

O grande momento da carreira de Bakayoko aconteceu mesmo em 2016/17, quando se tornou um dos pilares do Monaco, mesmo em sua primeira temporada como titular. O volante se tornou um nome cobiçado no mercado e foi para o Chelsea por €40 milhões, mas não emplacou. Já no Milan, ainda que não tenha se provado o fenômeno que muitos esperavam, o meio-campista cumpriu seu papel. Não começou tão bem, mas engrenou com o tempo e ganhou a posição de titular sob as ordens de Gennaro Gattuso. Além disso, criou até mesmo certa identificação com a torcida.

Todavia, a permanência de Bakayoko no Milan não seria ampliada. Ele passaria por Monaco e Napoli nas últimas duas temporadas. A impressão era de que sua carreira estagnou. Aos 27 anos, porém, o meio-campista ainda tem boas possibilidades de contribuir. E seu empréstimo parece positivo ao Milan, como um jogador aclimatado ao clube e também disposto a compor elenco. Pensando no calendário cheio por causa da Champions League, é bastante importante ter mais um volante para a rotação.

Bakayoko não vem para ser titular. Porém, preencherá a lacuna quando Franck Kessié e Ismael Bennacer estiverem indisponíveis, por conta da Copa Africana de Nações. Além disso, é um jogador de potência e qualidades defensivas para liberar os companheiros de setor a atribuições mais ofensivas, como os dois mencionados ou mesmo Sandro Tonali. O acréscimo do francês acaba antecipando preocupações e também ampliando o leque de variações na faixa central. É um jogador que não sofre lesões e está adaptado à Itália.

“Estou muito feliz por estar aqui, tenho ótimas lembranças. Não comecei bem no clube, mas no fim os torcedores e os funcionários mostraram muito carinho por mim. É por isso que sempre pensei que um dia voltaria, era um dos meus sonhos. Falei com Maldini, todos me queriam de volta e isso me deu muita confiança. É legal rever alguns amigos, conheço todos os jogadores franceses do time e, quando decidi voltar, falei com eles”, afirmou Bakayoko, em sua chegada.

“Em 2018/19, perdemos a classificação para a Champions por pouco. No fim da temporada eu estava com o coração partido, mas agora estou feliz em voltar e disputar a competição. É um sonho a todos os jogadores”, complementou o meio-campista. “O Milan é um grande clube, é o primeiro adjetivo que me vem à cabeça. É um clube conhecido em todo o mundo. O estádio, o time, os troféus e uma história lendária. Estou de volta, vim para me divertir e para ajudar a equipe”.

Bakayoko reforça a tônica do mercado do Milan, que foi a de garantir mais possibilidades ao elenco. Mike Maignan foi o único reforço que chegou como titular indiscutível. Enquanto isso, Pioli ganhou alternativas valiosas com Olivier Giroud, Alessandro Florenzi, Júnior Messias, Fodé Ballo-Touré e Pietro Pellegri. A diretoria também garantiu as compras definitivas de Tonali e Fikayo Tomori, além de renovar o empréstimo de Brahim Díaz. Isso sem contar no acerto com o promissor Yacine Adli, que permanecerá no Bordeaux até desembarcar na próxima temporada. A um time que já veio em crescente na temporada passada, o mercado em geral garante solidez.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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