Serie A

O Empoli se agigantou em Turim e, pela primeira vez desde 1999, derrotou a Juve pela Serie A

O Empoli nunca tinha ganhado da Juventus em Turim, mas fez uma excelente partida e mereceu o resultado

Num começo de temporada instável da Juventus, o Empoli aproveitou a visita ao Estádio Allianz para fazer história. Pela terceira vez em 25 duelos na Serie A, e pela primeira vez em Turim, os azzurri conseguiram derrotar os bianconeri. Foi uma partidaça do time treinado por Aurelio Andreazzoli. Mesmo promovidos de volta à elite nesta temporada, os toscanos não se intimidaram contra os juventinos e fizeram um primeiro tempo bastante agressivo, em que saíram em vantagem. Já na segunda etapa, mesmo com diversas mudanças de Massimiliano Allegri para tentar melhorar a Velha Senhora, os visitantes se seguraram bem na defesa e comemoraram o triunfo por 1 a 0. O Empoli não derrotava a Juve pela liga desde abril de 1999.

Massimiliano Allegri apostou em uma formação experimental, que tinha Danilo na cabeça de área e Weston McKennie como homem de ligação atrás dos atacantes. As escolhas não deram muito certo, mas a Juve pressionou durante o início da partida, graças a Federico Chiesa. O jovem carregava a equipe numa série de lindas jogadas. O problema era superar o goleiro Guglielmo Vicario. O arqueiro fez duas defesaças em chutes do ponta antes dos 15 minutos. Em um desses lances, Chiesa infernizou a marcação, mas viu Vicario evitar o golaço.

E se a boa atuação da Juventus até ali dependia basicamente de seu craque, logo os problemas acabariam expostos pelo Empoli. Os visitantes abriram o placar aos 21 minutos. Num lance travado dentro da área, a bola espirrou para Leonardo Mancuso aparecer no meio da zaga e definir. O gol permitiu que o primeiro tempo seguisse aberto. O Empoli apresentava uma excelente capacidade para travar a Velha Senhora e partir também às ações ofensivas, sempre buscando o ataque. Vicario faria outra grande defesa contra Chiesa, mas Patrick Cutrone também assustou num foguete que lambeu a trave. Os azzurri faziam por merecer o resultado.

Estava claro como a Juventus precisava de mudanças para o segundo tempo e Allegri botou Álvaro Morata, sacando McKennie. O Empoli, entretanto, não se retrancou. Os visitantes continuaram fazendo um jogo franco e eram melhores no início da segunda etapa, exigindo duas defesas de Wojciech Szczesny. Com isso, logo Federico Bernardeschi viria na vaga de Adrien Rabiot pela Juve. Apenas com o passar dos minutos que a Velha Senhora teria um pouco mais o controle, mas com pouca qualidade na organização ofensiva. Paulo Dybala até tentava, mas suas finalizações não eram realmente boas. Não à toa, Allegri já gastaria outras duas mudanças aos 20, promovendo Dejan Kulusevski e Manuel Locatelli.

O Empoli não conseguia muitas finalizações na segunda etapa, mas botava a defesa da Juventus quase sempre em apuros quando avançava. Enquanto isso, a pressão da Velha Senhora se resumiu a espasmos. Um dos melhores aconteceu aos 26, exatamente com os substitutos. Kulusevski passou e Locatelli não pegou em cheio de carrinho, mandando para fora. Mais decisiva era a solidez defensiva do Empoli, que não permitia infiltrações da Juve. Faltava um senso de urgência aos bianconeri, que pareciam sem muito fôlego na reta final do jogo. O último suspiro aconteceria de novo com Locatelli, num tiro mascado que passou ao lado da trave.

O fim da partida rendeu uma enorme comemoração do Empoli. Era uma festa merecida, considerando a maneira como o time arrancou pontos em Turim. Os azzurri chegam aos três pontos neste retorno à Serie A, se recuperando da derrota para a Lazio na estreia. Já a Juventus começa sob pressão, com apenas o ponto do empate diante da Udinese. Em um momento de transição e ainda mais sem Cristiano Ronaldo, os bianconeri precisam melhorar bastante se realmente pretendem lutar pelo Scudetto.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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