Serie A

Eleição Calciopédia: Os melhores da Serie A 2020/21

Em eleição feita com jornalistas e blogueiros, a Calciopédia montou a seleção do campeonato

Texto publicado originalmente na Calciopédia e cedido à Trivela. Para conhecer e apoiar a Calciopédia, clique aqui.

Depois de nove anos, tivemos um campeão diferente na Serie A: a Inter findou a sequência de títulos da Juventus e, com larga vantagem sobre os adversários, conquistou o seu 19º Scudetto. A soberania da equipe nerazzurra acabou se refletindo na escolha da seleção da temporada e dos melhores da edição 2020/21 do Campeonato Italiano, feita em parceria com a Calciopédia e republicada aqui na Trivela.

Como de praxe, convidamos alguns dos mais prestigiados jornalistas e blogueiros esportivos para elegerem a seleção da temporada e aqueles que mais se destacaram em oito categorias, fechando a nossa análise da competição. Ao longo da semana, nos dedicamos a uma retrospectiva do campeonato, que pode ser lida aqui e aqui.

Agradecemos a cada um dos participantes desta eleição e também aos leitores e às leitoras que nos acompanham diariamente. Vamos conferir quem foram os melhores do Italianão? Boa leitura!

Seleção da Serie A 2020/21

Donnarumma (Milan); Hakimi (Inter), Skriniar (Inter), Bastoni (Inter), Hernandez (Milan); De Paul (Udinese), Kessié (Milan), Barella (Inter); Malinovskyi (Atalanta); Lukaku (Inter), Ronaldo (Juventus).

Menções honrosas

Goleiros: Consigli (Sassuolo), Cragno (Cagliari) e Silvestri (Verona);
Laterais: Cuadrado (Juventus), Dimarco (Verona), Gosens (Atalanta), Spinazzola (Roma) e Zappacosta (Genoa);
Zagueiros: Bremer (Torino), De Vrij (Inter), Kjaer (Milan), Koulibaly (Napoli), Rafael Toloi (Atalanta) e Romero (Atalanta);
Meias: Brozovic (Inter), Çalhanoglu (Milan), Freuler (Atalanta), Locatelli (Sassuolo), Luis Alberto (Lazio), Milinkovic-Savic (Lazio), Mkhitaryan (Roma), Pellegrini (Roma) e Zielinski (Napoli);
Atacantes: Berardi (Sassuolo), Chiesa (Juventus), Ibrahimovic (Milan), Insigne (Napoli), João Pedro (Cagliari), Martínez (Inter), Muriel (Atalanta), Simy (Crotone), Vlahovic (Fiorentina) e Zapata (Atalanta).

Lukaku fez uma partidaça no clássico (MIGUEL MEDINA/AFP via Getty Images/One Football)

Romelu Lukaku

Prêmios: melhor jogador e melhor atacante

Barbada. O MVP da temporada escolhido pela Liga Serie A também foi o da eleição feita pela Calciopédia. E não tinha como ser outro. Rara unanimidade, Lukaku fez com os adversários da votação o mesmo que com os rivais em campo: arrastou-lhes, deixando-os para trás, a comer poeira e grama.

Lukaku foi início, meio e fim na campanha da Inter. Começava jogadas, preparava-as para os colegas com excepcional trabalho de pivô e, claro, era a principal arma para conclui-las, como mostrou em atuações primorosas como as realizadas contra Lazio e Milan, no início do segundo turno. Assim, foi vice-artilheiro da Serie A, com 24 gols, e um dos jogadores que ocuparam a terceira posição em número de assistências – foram nove servidas.

Os números mostram que o belga esteve diretamente envolvido em 33 dos 89 tentos dos nerazzurri, mas Romelu forneceu ainda mais para o time. A sintonia com Lautaro fez da Lu-La uma das duplas mais consistentes do futebol mundial, enquanto o respeito e o afeto por Conte e pelos colegas levaram o camisa 9 a exercer importante papel de liderança no grupo.

Gianluigi Donnarumma, do Milan (Maurizio Lagana/Getty Images/OneFootball)

Gianluigi Donnarumma

Prêmio: melhor goleiro

Em fim de contrato com o Milan, Donnarumma foi um dos grandes responsáveis por devolver o Milan à Champions League após sete temporadas de ausência. Extremamente regular e com pose de veterano, não obstante ainda tenha 22 anos, o capitão do time rossonero teve os seus melhores momentos no duelo contra a Lazio, no primeiro turno, e ao evitar a derrota para o Cagliari, na penúltima rodada – um resultado fundamental para manter o Diavolo na briga pela maior competição europeia. Também eleito melhor goleiro do campeonato pela Liga Serie A, Gigio superou Andrea Consigli, Alessio Cragno, Marco Silvestri e Wojciech Szczesny, que realizaram ótimas atuações ao longo da campanha.

Skriniar, da Inter (Francesco Scaccianocex/Imago/OneFootball)

Milan Skriniar

Prêmio: melhor zagueiro

A Serie A 2020-21 foi uma das cinco mais cheias de gols da história, mas mesmo assim tivemos abundância de grandes exibições defensivas. E quem liderou nesse quesito foi o eslovaco Skriniar, líder da retaguarda menos vazada e mais dominante do certame. O camisa 37 nerazzurro chegou a estar perto de ser negociado no verão europeu, devido às dificuldades de adaptação a uma linha de três na defesa, mas se reinventou como zagueiro pela direita e voltou a ser um dos pilares da Beneamata. Ao longo do campeonato, além de acumular atuações suntuosas contra Sassuolo, Juventus, Lazio e Milan, cometeu apenas 34 faltas e levou um cartão amarelo. Também contribuiu ofensivamente, anotando os tentos dos triunfos sobre Verona e Atalanta. Por tudo isso, acabou superando os colegas Stefan De Vrij e Alessandro Bastoni, além de Cristian Romero, Rafael Toloi e Simon Kjaer.

Hakimi comemora seu primeiro gol pela Inter (Francesco Pecoraro/Getty Images/Onefootball)

Achraf Hakimi

Prêmio: melhor lateral/ala

Poucos treinadores são tão capazes de extrair o máximo de um ala quanto Conte. E poucos jogadores seriam tão capazes de utilizar isso em proveito próprio quanto Hakimi. A combinação entre o técnico italiano e o atleta marroquino foi um dos pontos-chave para a conquista do scudetto pela Inter. Contratado no verão europeu, o jovem de 22 anos estreou balançando as redes contra o Benevento e deixou a sua marca em mais seis ocasiões – sendo cinco no primeiro turno. Depois que passou a ser orientado a atacar mais os espaços e a linha de fundo, se valendo de sua velocidade, se tornou mais decisivo na criação de jogadas e contribuiu mais com assistências: totalizou oito, contando com as que garantiram os triunfos ante Cagliari e Verona. Ter sido protagonista na campanha de um título que a Beneamata não ganhava havia mais de uma década lhe deu vantagem sobre Theo Hernandez, Robin Gosens e Juan Cuadrado, que também tiveram brilhante temporada.

Barella (centro) comemora (Marco Luzzani/Getty Images/OneFootball)

Nicolò Barella

Prêmio: melhor meio-campista

Se a Inter foi campeã, deve muito a Barella: vital no esquema de Conte, pela intensidade com a qual trabalha em duas fases, o sardo foi o motorzinho da equipe. Com valentia, personalidade e incessante dedicação, evoluiu durante 2020-21, se transformando num dos jogadores mais regulares da temporada nerazzurra e no grande responsável por vitórias sobre Cagliari, Juventus e Fiorentina. Por tudo o que produziu, Nicolò também foi escolhido como melhor meio-campista do ano pela liga, alçado ao status de unanimidade na seleção italiana e já integra o rol dos mais valiosos de sua posição no futebol europeu. Na nossa eleição, deixou para trás concorrentes pesados, como Franck Kessié, Ruslan Malinovskyi, Rodrigo De Paul, Hakan Çalhanoglu, Marcelo Brozovic e Henrikh Mkhitaryan.

João Pedro, do Cagliari (Foto: Imago / One Football)

João Pedro

Prêmio: melhor jogador brasileiro

Pelo segundo ano seguido, João Pedro foi o brasileiro com mais gols marcados nos cinco maiores campeonatos europeus – em 2020-21, foram 16. Um jogador canarinho não balançava as redes pelo menos 15 vezes em duas temporadas seguidas da Serie A desde Kaká, em 2007-08 e 2008-09. Os números não mentem sobre a importância que o camisa 10 tem para o Cagliari, time do qual é capitão, mas também é preciso também levar em consideração o peso de alguns desses tentos: na reta final da competição, o mineiro garantiu os triunfos sobre Udinese, Roma e Benevento, carregando os casteddu na trajetória que culminou em sua permanência na elite. João ganhou a parada por pouco, visto que Bremer foi um dos zagueiros mais consistentes do certame e conseguiu se destacar no bagunçado Torino. Rafael Toloi também teve desempenho bastante positivo, mas vale lembrar que, desde março de 2021, defende as cores da Itália.

Antonio Conte, treinador da Internazionale (Jonathan Moscrop/Getty Images/One Football)

Antonio Conte

Prêmio: melhor técnico

Depois de biênio de domínio de Gian Piero Gasperini, o prêmio de melhor treinador mudou de mãos: apesar dos méritos do técnico da Atalanta e de outros comandantes, como Vincenzo Italiano (Spezia) e Roberto De Zerbi (Sassuolo), Conte recebeu mais de 70% dos votos dos nossos eleitores. Afinal, ele não apenas conseguiu dar o scudetto à Inter após 11 anos de jejum como ainda transformou a equipe numa máquina de vencer.

A Beneamata assumiu a liderança na 22ª rodada e, desde então, só fez melhorar o seu desempenho no segundo turno. Sem ceder, concluiu o certame com mais de 90 pontos pela segunda vez em sua história e ainda construiu uma vantagem de 12 sobre o Milan, segundo colocado. O apuliano recuperou Eriksen, potencializou Skriniar, Hakimi, Barella, Lautaro e Lukaku, mas a chave para os triunfos se deu através de um trabalho realizado no psicológico dos atletas. A tal da mentalidade vencedora implantada pelo treinador foi o diferencial para fazer um time que tropeçava nas próprias pernas se tornar um campeão inquestionável.

Eleitores da seleção da temporada

Alexandre Ferrari (Calciopédia/O Popular)
Álvaro Logullo Neto (Calciopédia)
Andersinho Marques (Mondo Sportivo)
Anderson Moura (Footure)
André Soares (Calciopédia/SS Lazio Brasil)
Arthur Barcelos (Calciopédia/Rádio Sagres 730)
Arthur Chaves (Calciopédia)
Bernardo Ramos (Bandsports)
Braitner Moreira (Calciopédia/Havas)
Bruno Bonsanti (Trivela)
Bruno Cardoso (DAZN)
Bruno D’Alécio (Juventus Brasil)
Bruno Formiga (TNT Sports)
Cadu Arraes (Calciopédia)
Caio Alves (Footure/ESPN)
Caio Bitencourt (Footure/SuperJogos)
Caio Camanho (AC Milan Brasil)
Caio Dellagiustina (Calciopédia)
César Costa (Calciopédia/Veja SP)
Charley Moreira (Calciopédia/AC Milan Brasil)
Clara Albuquerque (TNT Sports)
Cleber Gordiano (SS Lazio Brasil)
Crisan Ramos (Calciopédia)
Douglas Anholeti (Calciopédia)
Eduardo Castro (Bandsports)
Eduardo Figueira (Calciopédia)
Fábio Piperno (Band/Bandsports)
Felipe Lobo (Trivela)
Felipe Portes (Calciopédia/Revista Relvado)
Felipe Rolim (Sportsview/Cariocão)
Fernando Campos (DAZN)
Gabriel Mota (Calciopédia/4dois3um)
Gian Oddi (ESPN/FoxSports)
Giovana de Assis (Calciopédia)
Guilherme Pontes (Calciopédia)
Gustavo Fogaça (DAZN)
Gustavo Hofman (ESPN/FoxSports)
Henrique Mathias (Calciopédia)
Leandro Stein (Trivela)
Leonardo Bertozzi (ESPN/FoxSports)
Leonardo Grossi (Calciopédia)
Leonardo Parrela (Calciopédia)
Littbarski de Castro (Calciopédia)
Luca Castilho (Calciopédia/Agora SP)
Luigi Caruso (Calciopédia)
Luis Felipe Freitas (TNT Sports)
Luiz Augusto (Inter de Milão Brasil)
Marco De Vargas (TV Cultura/OneFootball)
Matheus Eduardo (Calciopédia/Superesportes)
Mauro Cezar Pereira (YouTube – MauroCezar)
Murillo Moret (Calciopédia)
Napoleão de Almeida (Bandsports)
Nathalia Perez (Calciopédia/AC Milan Brasil)
Nelson Oliveira (Calciopédia)
Pedro Brienza (Calciopédia/PELEJA)
Rafael Oliveira (Band/DAZN)
Rafael Reis (UOL)
Raí Monteiro (Bandsports)
Renata Silveira (SporTV)
Rodrigo Antonelli (Calciopédia/EBC)
Rodrigo Bueno (ESPN/FoxSports)
Rubens Avelar (Calciopédia)
Taynah Espinoza (TNT Sports)
Thiago Simões (ESPN)
Ubiratan Leal (ESPN)
Victor Canedo (Twitch – TheCanedo)
Vinícius Rodeio (Calciopédia) e
Vitor Sérgio Rodrigues (TNT Sports).

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