Serie A

Defesa da Roma teve 30 minutos iniciais para esquecer, e Sassuolo aproveitou este intervalo para encaminhar vitória

O Sassuolo bateu a Roma neste sábado (1) por 4 a 2, pela Serie A. O resultado sugere um grande domínio do time da casa, mas na verdade a partida foi mais equilibrada do que a vantagem confortável no placar indica. O que custou muito à Roma foi o início de jogo terrível de sua zaga.

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Aproveitando uma defesa em linha alta e desatenta, o Sassuolo abriu 3 a 0 no placar em apenas 26 minutos de jogo. Esta foi a primeira vez desde setembro de 2012 que a Roma levou três gols na primeira meia hora de um jogo da Serie A, com o carrasco daquela vez sendo a Juventus (que terminou vencendo por 4 a 1).

Porém, colocar toda a responsabilidade do placar na zaga romanista é uma injustiça ao ímpeto do ataque da equipe da casa. O quarteto ofensivo dos Neroverdi foi extremamente eficaz em suas oportunidades, em grande atuação coletiva de Berardi, Boga, Duricic e Caputo.

Logo aos sete minutos, Duricic acertou passe em profundida para Caputo, entre dois marcadores. O centroavante tirou a marcação do lance com um corte seco e bateu cruzado para abrir o placar.

Nove minutos depois, o Sassuolo puxou contra-ataque rápido, com a bola passando por Locatelli, Berardi, Toljan e, por fim, chegando a Caputo. A troca de passes foi precisa e ágil, e a defesa da Roma sequer teve tempo de se organizar. Com o gol vazio, o atacante marcou seu segundo gol no jogo.

Por fim, aos 26 minutos, a Roma tentou sair jogando com a bola, mas Locatelli fez a interceptação no campo de ataque do Sassuolo, cabeceando para Berardi. O ponta então serviu Duricic, que finalizou de primeira para vencer Pau López.

A Roma demorou a despertar, mas acabou jogando pressão para cima do Sassuolo. Aos dez minutos do segundo tempo, Dzeko diminuiu, de cabeça, após cruzamento de Pellegrini. Cinco minutos mais tarde, o bósnio quase conseguiu seu segundo tento: em rebote de chute forte de Cristante, espalmado pelo goleiro Consigli, ficou sozinho para marcar, mas Locatelli foi providencial ao se atirar na bola e afastá-la.

Um toque de mão infortuno de Jérémie Boga, enquanto tentava defender o Sassuolo de um ataque da Roma pela ponta, rendeu aos visitantes o pênalti. Na cobrança, Jordan Veretout converteu e recolocou os Giallorossi na disputa, aos 28 do segundo tempo.

A esperança da Roma, no entanto, se esvaiu imediatamente, tão rápida quanto os ataques do Sassuolo naqueles 30 minutos iniciais. Logo na saída de jogo após o segundo gol romanista, os Neroverdi giraram a bola do meio do campo para a ponta esquerda, passando antes ainda pela defesa. No flanco, encontraram Boga, determinado a reescrever sua história no jogo. O marfinense não desperdiçou a oportunidade: avançou até dentro da área, cortou para dentro e bateu no ângulo para marcar um golaço e se redimir.

Esta foi a primeira vez que o Sassuolo venceu a Roma pela Serie A, com o retrospecto contando cinco empates e oito vitórias da Roma em 13 jogos. Além disso, em seis jogos em casa contra os Giallorossi na competição, os Neroverdi haviam marcado apenas um gol. O resultado inesperado foi ainda mais celebrado diante do momento vivido pelo clube, que havia vencido apenas dois dos últimos dez duelos na atual campanha do Italiano.

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Com a vitória, o Sassuolo saltou duas posições na tabela e assumiu o 13º lugar, com 26 pontos. Fiorentina e Udinese, no entanto, ainda podem voltar a empurrar a equipe para a 15ª posição. O problema à dupla é que a tarefa será difícil. Enquanto a Viola pega a Juventus em Turim, o time de Udine recebe a Internazionale.

A Roma, por sua vez, demonstrou muita fraqueza para um time que pretende lutar por vaga na Champions League. Aqueles 30 minutos iniciais são inaceitáveis para qualquer candidato às primeiras posições de um campeonato duro como é o Italiano.

O tropeço significa que o time da capital pode ser agora ultrapassado pela Atalanta, que enfrenta o Genoa no domingo. Para piorar as coisas, a arquirrival Lazio, terceira colocada, mantém agora a distância de sete pontos mesmo com dois jogos a menos. Com duas vitórias nas partidas a jogar, pode ficar até 13 pontos à frente dos Giallorossi.

Se, normalmente, toda boa campanha de um clube tradicional costuma gerar uma tentativa de reação de seu grande rival, a Roma tem um longo caminho pela frente para poder evitar que 100% do protagonismo do futebol da capital fique do lado azul.

 

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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