Todo ano temos uma mesma discussão nesta época: o quanto o Mundial de Clubes é valorizado pelos clubes europeus? Há respostas das mais diversas e tanto dizer que os europeus não ligam quanto dizer que eles valorizam tanto quanto os sul-americanos é um erro. O Real Madrid chega a esta edição como bicampeão de 2016 e 2017, mas ao mesmo tempo em uma crise de desempenho. Já trocou o técnico e chega pressionado ao Mundial. Uma derrota no torneio pode fazer o caldo ferver ainda mais. Por isso, Sergio Ramos falou, em entrevista, sobre como o torneio não permite erros, mas também das boas lembranças que ele traz ao clube.

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“Vencer é sempre nosso objetivo, esta é a mentalidade do clube”, afirmou Ramos em entrevista ao site da Fifa. O zagueiro jogou o Mundial de Clubes pela primeira vez em 2014, quando foi eleito o melhor jogador do torneio com a Bola de Ouro. “É o meu favorito devido ao prêmio que recebi, certamente, mas também pela forma como tudo aconteceu”, disse o capitão do Real Madrid.

“Eu tive sorte o bastante para marcar um gol na semifinal, mas então eu me machuquei. Parecia que eu não poderia jogar a final, mas no fim eu tomei alguns analgésicos e fui capaz de jogar, e além disso ainda marcar um gol novamente. O time venceu e a verdade é que é uma memória muito especial”, afirmou o zagueiro. “Prêmios individuais são prazerosos, mas a mentalidade coletiva sempre supera qualquer aspecto pessoal. Eu prefiro sempre que o time vença”.

Naquela edição de 2014, o Real Madrid venceu o Cruz Azul, do México, com facilidade por 4 a 0 e depois bateu na final o San Lorenzo por 2 a 0, ficando com a primeira taça dessa sequência do Real Madrid. Em 2015, foi o rival Barcelona que foi campeão do mundo e justamente contra o River Plate, participante sul-americano desta edição de 2018. Em 2016, Real Madrid venceu o Kashima Antlers, na prorrogação, por 4 a 2. Por fim, em 2017, o Real Madrid bateu o Grêmio por 1 a 0. O Real Madrid tenta ser o primeiro a conquistar o mundial três vezes seguidas. Ninguém nunca conseguiu isso desde de que Europa e América do Sul começaram a se enfrentar na Copa Intercontinental em 1960.

Em 2018, o Real Madrid chega em crise ao Mundial de Clubes, sem Zinedine Zidane, sem Cristiano Ronaldo e tentando se encontrar. “Eu não acho que terá muitas diferenças em campo”, disse Sergio Ramos sobre as mudanças. “Nós temos um time similar, apesar de perder Cristiano, que era um jogador decisivo para nós. Nós iremos competir com a mesma abordagem que o clube sempre tem. Vencer é sempre o objetivo”, afirmou o capitão madridista.

“O Mundial de Clubes é uma recompensa pelo seu sucesso na temporada anterior. Te dá a oportunidade de confirmar o seu posto de campeão mundial e é uma experiência maravilhosa. Nós temos algumas boas lembranças dele, porque nós tivemos sucesso nas ocasiões anteriores. É uma competição curta e não há margem de erro. Há uma semifinal e então a final e nós queremos levar o troféu para casa”, analisa Sergio Ramos.

Um dos pontos ressaltados a favor do Real Madrid foi a experiência do clube, bicampeão e tentando o terceiro título seguido e quarto no formato atual e o sétimo somando também a Intercontinental. “Todas essas coisas têm um papel”, declarou Ramos. “O Real Madrid tem uma grande história atrás dele, mas você não pode confiar demais nisso, porque o escudo sozinho não irá vencer partidas. Cada vez que as coisas ficam um pouco mais apertadas, mas não há dúvida que experiência é muito importante e nós temos muito disso”.

Sergio Ramos deu declarações que soaram mais como um discurso de capitão do que uma análise. “Se você acredita, você pode fazer. Nós temos um time fantástico e nós temos que acreditar em nós mesmos, enquanto damos ao nosso oponente o mais alto respeito obviamente”, disse Ramos.