O Porto conseguiu uma vitória gigantesca neste sábado e manteve aberta a disputa pelo título Português nesta temporada. O Benfica só tinha perdido pontos em um jogo até aqui, justamente contra os portistas, no primeiro turno. Agora, perdem novamente no Estádio do Dragão por 3 a 2 e veem os rivais diminuírem a diferença de pontos para quatro, com 14 jogo ainda a disputar. A vantagem ainda existe, mas o campeonato a ficar ainda em disputa.

O Benfica tinha vencido todos os jogos menos um até aqui, em uma campanha absurda. Eram 19 jogos e 18 vitórias. O Porto também mantém uma campanha excelente, com 19 jogos, 15 vitórias, dois empates e duas derrotas. Por isso, vencer os encarnados jogando em casa era primordial para ainda manter a disputa pelo Campeonato Português aberta. Os quatro pontos, com tantos jogos ainda por serem disputados, mantém a esperança dos portistas em ainda conseguir a conquista da liga.

O treinador Sérgio Conceição avançou um pouco Sérgio Oliveira para se aproximar mais do ataque e isso acabou dando resultado logo cedo. Aos 10 minutos, Otávio fez a jogada pela direita, fez o lateral Alex Grimaldo sentar no chão e cruzou, Sérgio Oliveira conseguiu finalizar bem e acertar o cantinho do goleiro Odysseas Vlachodimos: 1 a 0 para o Porto.

Só que o empate não demorou. Aos 18 minutos, Chiquinho desviou bem de cabeça, o goleiro Agustin Marchesin fez a defesa espalmando para cima e Carlos Vinícius completou para o gol. O brasileiro, que faz grande temporada pelos encarnados, e comemorou muito. O Dragão, com mais de 50 mil torcedores rugindo, ainda acreditava.

No final do primeiro tempo, em uma cobrança de escanteio, o árbitro marcou pênalti de Ferro, após uma cabeçada. Alex Telles cobrou com força, no canto do goleiro, e marcou 2 a 1, aos 38 minutos. Com o Benfica atordoado, o Porto aproveitou para dar mais um golpe. Marega ganhou de Ferro pela direita e cruzou rasteiro. Rúben Dias tentou cortar, mas o goleiro Odysseas acabou atrapalhando. Gol contra, que foi atribuído ao zagueiro.

O placar de 3 a 1 criou uma montanha para os encarnados escalaram no segundo tempo. Tal como é de se esperar neste time, os comandados de Bruno Lage não desistiram. E, logo aos cinco minutos da etapa final, Rafa Silva recebeu lançamento longo dentro da área e ajeitou com classe para Carlos Vinícius. Ele chutou com categoria no canto e marcou, diminuindo o placar para 3 a 2.

O jogo, então, ficou aberto. Bruno Lage tirou Adel Taarabt, que já fazia hora extra no jogo depois de ter escapado de ser expulso por duas vezes, quando já tinha cartão amarelo. Entrou em campo o atacante Haris Seferovic, que passou a fazer dupla com Carlos Vinícius.

Com o placar pendurado em apenas um gol, os dois times tiveram que colocar suas armas à mostra. O Porto tinha em Otávio uma grande arma, sendo um jogador capaz de desequilibrar com a bola nos pés, mas com sempre muita garra para não deixar o Benfica confortável em nenhum momento. Matheus Uribe manteve um bom equilíbrio no meio-campo, se posicionando para evitar problemas defensivos e liberando Sérgio Oliveira. O meio-campista foi o dono do jogo. Se apresentou no ataque, correu, fechou espaços e foi sempre uma figura importante em todas as fases do jogo.

Vale destacar também as participações de Jesús Corona, na lateral, que mostrou muita habilidade e chamou os jogadores benfiquistas para dançar por vezes, e também Luis Díaz, colombiano que também fez muitos dribles e sempre chamou a atenção com a bola, muito embora tenha perdido uma chance clara no final que matéria o jogo.

No final do jogo, já sem muita opção de plano de jogo, o Benfica buscava a ligação direta para tentar algo com seus três atacantes enfiados dentro da área portista. Foi preciso que o Porto segurasse as ponta, se esforçasse, evitasse o descuido que poderia levar à perda de dois pontos – e no caso do confronto direto, significaria mais um ponto ao rival. E assim foi.

O Porto entendeu o que o jogo significava e conseguiu impor o seu jogo a um rival que é magnífico nesta temporada na liga portuguesa. Ainda é o favorito à taça ao final, porque tem quatro pontos de vantagem, mas a vitória do Porto fez com que a liga ainda tivesse muito a que se jogar. Mentalmente, é um grande impulso. Sabemos que os clássicos são capazes de criar forças onde não há. Talvez para além do jogo. É o que espera o torcedor que cantou e vibrou no Dragão na noite de sábado.

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