Um ano depois de ter sido rebaixado como lanterna, com apenas seis vitórias, o Metz faz o caminho de volta para a Ligue 1 ao vencer o Red Star fora de casa por 2 a 1 e ficar a onze pontos do terceiro colocado a três rodadas do fim. Para o título, basta apenas uma vitória, já que a diferença para o segundo colocado é de sete pontos. Mas a alegria do acesso não foi o único sentimento que aflorou no subúrbio de Paris.

O Red Star chegou à 35ª rodada a nove pontos de distância do Ajaccio. Mesmo se vencesse, não cair seria um feito inacreditável, já que seria obrigatória uma sequência de mais três vitórias consecutivas. Recém promovido da terceira divisão, o histórico clube fundado por Jules Rimet jamais conseguiu ficar distante das últimas colocações. A situação ficou pior quando Habibou Diallo abriu o placar de pênalti. O Red Star ainda lutou e conseguiu o empate no fim do primeiro tempo, com Ismael Camara.

O empate, claro, não seria o suficiente para o Red Star, pois o Sochaux, que antes estava na zona de rebaixamento, venceu a outra equipe de Ajaccio, o GFC. Pior ainda, estragaria também a festa do Metz. Sairiam ambas as equipes tristes. Mas não há nada mais belo que um gol aos 90’. Ou quase isso. Aos 44 minutos do segundo tempo, após uma cobrança de escanteio, a bola ficou sobrando na área e o senegalês Opa Nguette se jogou para marcar e confirmar a melancólica queda do Red Star, e de quebra, claro, explodir em euforia, que pode ser ainda maior com o título, que seria a quarta conquista do clube na Ligue 2.

Presente na elite na maior parte de sua história octogenária, o Metz jamais conseguiu o título da Ligue 1. O mais próximo disso que alcançou foi o vice-campeonato em 1998, quando perdeu a disputa do título com o Lens, que também jamais havia vencido até então, no saldo de gols, destacando-se na campanha o camaronês Rigobert Song e os franceses Robert Pirés e Louis Saha.