A má fase do Leicester parece ter ido para o ralo desde a saída do técnico Claudio Ranieri. A demissão do treinador italiano foi no dia 23 de fevereiro, um dia após a derrota para o Sevilla por 2 a 1 na Champions League – que, aliás, nem foi um mau resultado. Desde então, o time venceu os quatro jogos que fez, incluindo a volta contra o Sevilla em uma classificação muito comemorada para as quartas de final. Neste sábado, foi a vez do West Ham sofrer com um time esforçado como poucas vezes se via antes da demissão do técnico italiano. O resultado: 3 a 2 para os Foxes.

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É verdade que um ponto importante nesta mudança dos resultados do Leiceter também tem a ver com algumas mudanças táticas e técnicas. O time voltou ao 4-4-2 em linha, tradicional, que consagrou o time na temporada passada. Também voltaram ao time jogadores que nem sempre vinham sendo titulares, como Shinjo Okazaki – que perdeu espaço desde a contratação de Islam Slimani.

Dois jogadores que eram chave para o Leicester vinham jogando muito abaixo do nível da temporada passada sob o comando de Ranieri: Riyad Mahrez, eleito melhor jogador da temporada em eleição entre os jogadores na temporada passada; e Jamie Vardy, artilheiro do time que ganhou até um lugar na seleção inglesa que foi à Eurocopa. Desde a saída do ex-treinador, os dois estão jogando muita bola.

Neste sábado, Mahrez, Vardy e Albrighton foram os destaques do time do Leicester. Curiosamente, estes dois últimos estiveram na reunião com a diretoria que acabou determinando a saída do treinador italiano. Albrighton voltou a brilhar e até fez gol contra o Sevilla, na grande classificação do time com os 2 a 0 sobre os espanhóis. Vardy marcou neste sábado um gol crucial, que deu a vitória ao time.

Tudo começou com sete minutos avassaladores do Leicester. Aos cinco, Mahrez jogou a bola na área e o goleiro Darren Randolph aceitou. Falha do arqueiro. E nem deu tempo de se recuperar, porque aos sete minutos veio mais um. Jogada ensaiada com Mahrez, Albrighton e Huth, que tocou de cabeça para fazer 2 a 0. Um começo avassalador do time visitante.

O meia Manuel Lanzini descontou com um golaço de falta aos 20 minutos. Veio, então, o gol que acabou por ser decisivo. E em uma bola parada, um tipo de lance que se tornou especialidade do time na temporada passada. Bola na área, a confusão no meio dela e Vardy, de forma oportunista, mandou ver para o gol. Placar de 3 a 1 no primeiro tempo.

No segundo, até houve mais um gol, de André Ayew, mas ficou por isso mesmo. O placar de 3 a 2 foi segurado bem ao estilo Leicester. Se a sua torcida fosse de um time americano, certamente ela gritaria “defense, defense, defense” seguidas vezes. O time é um leão defendendo e é voraz no seu contra-ataque. Recuperou, em parte, o espírito da equipe campeã.

Se contarmos desde a data que Ranieri foi demitido, o Leicester tem três vitórias, mesmo aproveitamento de Everton, Chelsea e Crystal Palace. Com a diferença que o Everton tem um jogo a mais, que perdeu.

A demissão de Ranieri e a efetivação de Craig Shakespeare parecem ter dado ao elenco o que ele queria. O time fará as quartas de final da Champions League contra o Atlético de Madrid e parece mais vivo que nunca na briga contra o descenso. As vitórias levaram o time a 30 pontos, em 15º lugar e a seis pontos da zona do rebaixamento, neste momento composta por Hull (18º, 24 pontos), Middlesbrough (19º, 22) e Sunderland (20º, 20).