O interesse pelo Campeonato Francês cresce, e não é apenas por causa do projeto do Paris Saint-Germain e da chegada de craques como Neymar. Há outras equipes interessantes em ascensão, como o Lyon, o Olympique Marseille e o Monaco. Esta melhora foi valorizada no novo contrato de direitos de TV da Ligue 1 para o período entre 2020 e 2024: houve um acréscimo de 60% em relação ao acordo anterior.

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Os franceses venderam os jogos da sua elite para a Mediapro e para a BeIn por € 1,153 bilhão, um considerável acréscimo em relação aos € 748,5 milhões de 2016/2020. O Canal+, histórico parceiro do futebol do país, não conseguiu nenhum jogo. A maior parte da rodada será da empresa espanhola. A Mediapro arrebatou os principais lotes e terá direito a passar oito partidas. As outras duas serão da BeIn. 

A BeIn ficou com o jogo de sábado à noite e um de domingo à tarde. Todos os outros, inclusive o horário nobre de domingo à noite, e o de sexta-feira, serão da Mediapro, empresa espanhola baseada em Barcelona, que recebeu investimento de chineses no último mês de fevereiro, pouco depois de adquirir os direitos da Serie A. Mas os 20 clubes italianos votaram em unanimidade para anular o contrato porque a Mediapro não conseguiu apresentar garantias do pagamento de mais de € 1 bilhão. 

Isso, porém, não preocupa o diretor executivo da Ligue 1, Didier Quillot. “A Mediapro corresponde rigidamente às nossas especificações, então não há o risco de ver na França o que está acontecendo na Itália”, disse, à RMC. “Ainda não tivemos tempo para tomar champanhe, mas estamos muito felizes. O contrato prova que nosso futebol está melhorando. Sempre dissemos que a Ligue 1 era subvalorizada. Este é um histórico divisor de águas”. 

De acordo com Quillot, o público do Campeonato Francês cresceu 7%, e a audiência, 25%. Ainda assim, disse ele, o Canal+ não levou a sério a concorrência. “O Canal+ é uma transmissora histórica, por 34 anos, e contribuiu muito para o desenvolvimento do futebol francês. Disseram para nós que os preços que estávamos pedindo eram altos demais e que não haveria compradores. No fim, excedemos o preço de reserva significativamente”, disse. 

Com direito a oito partidas exclusivas, a Mediapro criará um canal na televisão francesa e pode sublicenciá-las. “Eles podem vender alguns desses direitos. Eles têm tempo para se preparar. A possibilidade de sublicenciamento foi acrescentada. Não sei qual será a estratégia final da Mediapro”, encerrou Quillott. 


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