Depois da data Fifa, é hora de voltar ao dia a dia dos clubes. O Campeonato Francês voltou nesta sexta-feira, com o favorito disparado ao título em campo. O Paris Saint-Germain jogou em casa com o Saint-Étienne, um dos times mais tradicionais do país, mas que não tem sido uma força há muitos anos. A vitória veio com tranquilidade e goleada, 4 a 0, sem nem precisar usar algumas das suas principais estrelas, como Neymar, Kylian Mbappé e Marquinhos, todos envolvidos em jogos na data Fifa.

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Sem Neymar e Mbappé, titulares do ataque, quem formou o setor foram Ángel Di María e Julian Draxler atuando pelos lados do campo. Na zaga, entrou Presnel Kimpembé. Nas laterais entraram Juan Bernat, pela esquerda, e Thomas Meunier, na direita. Thiago Silva, que também esteve na seleção brasileira, mas não jogou a segunda partida do Brasil, contra El Salvador, foi a campo. Foi substituído no segundo tempo por Thilo Kehrer.

O destaque do jogo foram os jogadores que vieram da base e puderam entrar em um jogo bastante tranquilo. Já no intervalo, o técnico Thomas Tuchel aproveitou para tornar o time mais ofensivo, mesmo já vencendo por 1 a 0, mas vendo que poderia decidir o jogo com tranquilidade. Saiu o volante Lass Diarra e entrou o meia Moussa Diaby. Depois, aos 23 minutos, entrou Christopher Nkunku no lugar de Marco Verratti, também tornando o time ainda mais ofensivo. Os dois entraram bem, mas o destaque mesmo fica para Diaby.

Nascido em Paris, em 7 de julho de 1999, Diaby atua pelas pontas, tanto direita quanto esquerda. É canhoto e ainda tem poucos jogos como profissional. Aos 19 anos, chegou a ser emprestado para o Crotone, em fevereiro, para ganhar alguns minutos em campo. Pouco jogou, porém: foram dois jogos pelo time principal e jogou ainda duas partidas pelo time Primavera, das categorias de base do Crotone. Antes, tinha atuado na base do PSG na Uefa Youth League.

Nesta temporada, o PSG decidiu manter Diaby no elenco principal. Ele estreou contra o Caen, no dia 12 de agosto, quando atuou por 20 minutos. No dia 18 de agosto, jogou mais 16 minutos. Contra o Saint-Étienne, portanto, foi o maior número de minutos que ele já teve. Foi um tempo inteiro atuando pelo clube, com direito a este seu primeiro gol na Ligue 1. Um jogador nascido na capital francesa, com raízes no clube. Algo raro para um time tão estrelado, e rico, como é o atual PSG. Um mérito de Tuchel.

Os gols

Depois de duas oportunidades desperdiçadas pelo Saint-Étienne, o PSG abriu o placar. Verratti recebeu lançamento de Thiago Silva e fez um bom passe por cima da defesa para Draxler. O alemão dominou com a cabeça, mantendo a bola no alto, e completou para o gol novamente com a cabeça: 1 a 0, aos 22 minutos.

No segundo tempo, Rabiot chutou no gol e a bola bateu em Cavani, que apareceu livre. Acabou dividindo com Lois Perrin. O árbitro marcou pênalti. O próprio Cavani cobrou com categoria, no canto, e ampliou a vantagem dos parisienses para 2 a 0, logo a seis minutos de jogo. A partida, já controlada a essa altura, ficou no colo do PSG, que fez o que quis daí em diante.

Aos 31 minutos, o PSG marcou o terceiro gol em um contra-ataque. Diaby recebeu pela direita, avançou e tocou para o meio. A bola desviou na zaga e sobrou para Di Maria, no lado esquerdo, dominar e chutar forte: 3 a 0.

Só que havia mais guardado. Em um jogo absolutamente tranquilo, o PSG se deu ao luxo até de brincar. Meunier achou Draxler dentro da área e o alemão, que tinha a chance de chutar, procurar por Cavani dentro da área. O uruguaio não conseguiu finalizar, mas a bola sobrou no lado esquerdo para Diaby, que aproveitou e marcou. Primeiro gol do jogador, de 19 anos, fruto das categorias de base do PSG, na Ligue 1. Foi o destaque do jogo, aparecendo bem especialmente pelo lado esquerdo do campo.

Com a vitória, o PSG segue com 100% de aproveitamento, liderando com folga a Ligue 1.