Por Paulo Junior

Espanha e Rússia jogam neste sábado, às 20h (horário de Brasília), em Cali, por um lugar nas semifinais da Copa do Mundo de Futsal e também para definir quem será a única equipe com grande presença histórica entre os quatro primeiros a chegar novamente na última semana de Mundial.

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Nos sete torneios organizados pela Fifa desde 1989, a seleção espanhola tem seis presenças em semifinais (dois títulos), enquanto os russos chegaram em três oportunidades. “Nós vencemos mais troféus que a Rússia, mas eles devem ser considerados favoritos se você comparar as atuações dos dois times desde o início da competição. Os russos impressionaram. Dito isso, estou confiante no meu time. Já passamos por grandes desafios no passado”, comentou o técnico espanhol, Venancio Lopez.

Além delas, as outras duas camisas que alcançam com frequência as cabeças das Copas são a brasileira, com sete presenças (cinco títulos), e a italiana, com três. Ambas pararam nas oitavas de final desta edição que está sendo disputada na Colômbia, respectivamente perdendo para Irã e Egito.

Se Espanha x Rússia é o duelo mais pesado das quartas, o rival europeu virá no outro jogo deste sábado, às 17h30, em Bucaramanga. O Paraguai, que nunca chegou às semifinais no torneio Fifa, mas venceu a Copa quando ainda organizada pela Fifusa, em 1988, enfrenta o Irã, quarto colocado em 1992 e, portanto, só uma vez entre os quatro melhores.

Do outro lado da chave, a Argentina, uma vez quarta colocada, pega o Egito, que já vive a melhor campanha de sua história. Os sul-americanos sofreram muito nas oitavas contra a Ucrânia, fazendo o gol da vitória mínima apenas na prorrogação, enquanto os africanos, também no tempo extra, superaram a Itália por 4 a 3. O confronto acontece domingo, às 17h30, em Medelín.

Para fechar, o duelo das 20h de domingo, em Cali, é entre Azerbaijão, que disputa o Mundial pela primeira vez, e Portugal, terceiro lugar em 2000. A estreante vem de um jogo maluco onde bateu a Tailândia por 13 a 8 depois de um empate em 7 a 7 no tempo normal – é a partida com mais gols da história de um jogo eliminatório em Copas. Já Portugal, do artilheiro Ricardinho (11 gols nos 4 jogos, um a mais que Falcão), fez 4 a 0 na Costa Rica.

“Foi um jogo histórico, o melhor da Copa do Mundo. Tentamos manter as coisas calmas, mas não conseguimos. Mas a Tailândia perdeu o controle e conseguimos dominar”, disse o técnico do Azerbaijão, o brasileiro Miltinho ao site da Fifa.

Brasil

Um dia depois da eliminação para o Irã, o capitão Falcão falou ao SporTV sobre sua despedida das Copas do Mundo e também comentou a falta de tempo para uma preparação mais adequada da seleção brasileira, que treinou apenas poucos dias antes da estreia, enquanto outras equipes trabalharam por períodos muito maiores.

“Nos últimos Mundiais, a gente sempre se preparou por 20 dias e foi campeão ou chegou na final, e hoje em dia já não é assim. Sempre falta um trabalho ou outro. A marcação de goleiro linha a gente praticamente não teve tempo de fazer, e é um detalhe técnico que faz a diferença. A gente achou que não ia ter de usar agora, teve de usar, e acabamos tomando dois gols assim. Não dá para culpar o Serginho, não dá para culpar ninguém, é um tempo curto”.

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