Zebra?

Com a chegada do Zenit St. Petersburg às semifinais da Copa Uefa, a alcunha de zebra logo foi alçada ao time russo. No entanto, apontar uma equipe como zebra significa que, ao menos, é um time ruim, que chegou com muita sorte em determinado lugar. O que, certamente, não é o caso do Zenit.

Atual campeão russo, o clube tem os investimentos milionários da Gazprom por trás. E, para quem não sabe, trata-se de uma das maiores empresas do mundo, independente do setor.

Além disso, os milhões de dólares disponíveis têm sido muito bem gastos, com contratações inteligentes e bem administradas pelo técnico Dick Advocaat. O volante Antoliy Tymoschuk, contratado ao Shakhtar Donetsk por cerca de € 15 milhões, é um exemplo.

Na Copa Uefa, o Zenit eliminou favoritos nas fases decisivas (Villarreal, Olympique de Marselha e Bayer Leverkusen) e tem apresentado um futebol convincente, organizado e com vários talentos individuais – para ficar com três exemplos: o goleiro Malafeev, o meia Fayzulin e o atacante Arshavin.

Ou seja, o Zenit pode ser um time desconhecido para a maioria, mas está longe de ser uma zebra. O Bayern que se cuide, pois a partida de volta, em São Petersburgo, será bem mais complicada do que o empate em 1 a 1 do jogo de ida.

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