Werder Bremen: será que amarela?

Um clichê verdadeiro sobre eles:
“O Werder é o ‘time do Diego’”. Queira ou não, prepare-se para ouvir isso sempre que os alviverdes alemães forem citados em alguma transmissão. Pior ainda: agora é o time do Diego e do Carlos Alberto. Como se lá não jogassem dois dos principais jogadores da seleção alemã, Frings e Borowski.

Na pré-temporada…
…o Werder perdeu seu principal jogador para o rival Bayern de Munique (o atacante Klose) e teve de se reforçar com jogadores sem tanto destaque. Entre eles, Carlos Alberto (€ 8 milhões, a mais cara contratação da história do clube) e Sanogo, um bom atacante, mas ainda pouco testado. O grande problema do time antes do início da Bundesliga foi a grave contusão de Torsten Frings, líder do time e dono do meio-de-campo. Sem ele , o Bremen perde muito na marcação.

Quem é o rival mais encardido?
Pela região onde fica, o grande dérbi do qual o Werder faz parte é com o Hamburg. Regionalismos à parte, o grande adversário dos alviverdes é o Bayern de Munique. Sobretudo depois de algumas contratações, como a de Klose e, tempos atrás, de Pizarro. Nos dois encontros entre os dois nesta temporada, o Bayern humilhou o Bremen duas vezes: 4×1 na Copa da Liga, 4×0 na Bundesliga.

O técnico faz diferença?
Thomas Schaaf é um caso raro no futebol: nunca jogou ou treinou outra equipe que não o Werder Bremen. Por essas e por outras, conhece o clube como poucos. Desde que assumiu o comando, levou o time a um título e quatro Ligas dos Campeões consecutivas. Nada mal. Além de ter competência, Schaaf gosta de ver seus times jogando bonito e para a frente, o que costuma atrair a simpatia de muitos que não são torcedores do time.

Nisso, eles são bons…
O Werder Bremen joga em altíssima velocidade. Os jogadores são rápidos e costumam pensar rápido. Em poucos toques, saem da entrada de sua própria área para dentro da meta adversária. O metrônomo do time é Diego, que prende e solta a bola com precisão e inteligência.

…mas nisso, de vez em quando, fazem presepada
Tudo o que o ataque do Werder tem de bom, paga com a defesa. Apesar de ter bons jogadores, o conjunto nem sempre funciona harmoniosamente. O famoso “leva três, mas faz quatro ou cinco” vai por água quando os atacantes não estão inspirados ou os meias são bem marcados.

O líder do time?
Torsten Frings começou sua carreira pelo Werder Bremen como meia de criação. Subia ao ataque, marcava gols. Depois de sua passagem por Borussia Dortmund e Bayern de Munique, aperfeiçoou-se como poucos na arte de desarmar. Tanto que virou peça fundamental também na seleção alemã.

Para se prestar atenção:
Sem Miroslav Klose, é bom ficar de olho em Markus Rosenberg, jovem e promissor sueco proveniente do Ajax.

O pesadelo da torcida:
A lateral-esquerda é a porta da esperança para os adversários. Não pessoalmente por Pierre Womé, o único lateral canhoto que o time tem, mas pela falta de segurança para o setor.

As estatísticas na competição
Seis participações, com uma chegada às quartas-de-finais em 1988/89.
20J 8E 16D

No dia de abertura da competição, onde se diz que eles podem chegar?
Com sorte, passam da primeira fase.

Para as casas de apostas?
50/1 (William Hill, no fim de agosto).

Ficha

Nome: Sportverein Werder Bremen von 1899 e.V.
Ano Fundação: 1899
Melhor colocação na LC: quartas-de-final
Posição no ranking da Uefa: 34o.
Como chegou à vaga: terceiro colocado no Alemão 2006/7, eliminou o Dínamo Zagreb por 5×3 na soma dos resultados

GRUPO C
Real Madrid – ESP
Werder Bremen – ALE
Lazio – ITA
Olympiacos – GRE

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Equipe Trivela

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