Vai entender

No início desta temporada, José Mourinho deixou o Chelsea. Muito se especulou sobre quem o sucederia, mas, no final, quem ficou com o posto foi Avram Grant, ou seja, ninguém. O amigo do dono. Qualquer um poderia imaginar que o clube passaria por um retrocesso pesado, mas que Abramovich seguraria a onda do amigo.

Pois bem, o retrocesso não foi tão pesado assim. Grant não ganhou nada, mas o único “vexame” foi perder a League Cup para o Tottenham (para minha alegria, diga-se). No resto, conseguiu o que nunca ninguém conseguira na história dos Blues: uma final de Liga dos Campeões da qual só não saiu vencedor por caprichos do destino – ainda que o adversário fosse muito melhor. Mesmo assim, foi demitido.

O problema dos Abramovichs do futebol, para nós brasileiros é muito claro: os caras se comportam como nossos dirigentes. Fazem as besteiras mas depois não querem assumi-las. Sempre vai sobrar para alguém, desta vez, para Grant. Que, diga-se, não demonstrou qualquer tipo de credencial para treinar no “top flight”.

A questão para o Chelsea agora é: quem é que vai aceitar dirigir um time que claramente sofrerá interferência de um dono alheio ao meio? Quando Mourinho aceitou, Abramovich ainda gozava do benefício da dúvida. Agora não é mais o caso.

Pensando bem, o Luxemburgo ta aí, hem?

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Equipe Trivela

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