UCL, a terapia do Milan

por Marx de Jesus Alves Ferreira

O poderoso Milan, campeão da Champions League em sete oportunidades, estréia nesta terça feira no maior torneio de clubes da Europa.

E por surreal que pareça, a equipe rossonera está vivendo uma nova crise de identidade.

Portanto, o roteiro é muito semelhante ao da temporada passada, na qual a equipe milanesa começou sob desconfiança e vivendo o pós-escândalo do “calcio caos”.

Uma vez mais, a postura do time treinado por Carlo Ancelotti é posta em xeque. A formação milanista, com três volantes e apenas um meia de ligação , trouxe consistência defensiva à “squadra”, mas fez parte de um momento em que o time estava com a confiança em baixa.

Por ter dado certo, é correto insistir em tática tão cautelosa?

O entrosamento permanece, mas o time ainda é “Kaká-dependente”, e vive demais às custas do regente Pirlo.

Tudo bem, o time se sagrou campeão com todos os méritos e ainda deu um passeio sobre o Manchester, nas semifinais da CL, lembram?

Mas faltou também aos dirigentes, como também a Ancelotti, uma auto-análise. O elenco não é tão recheado quanto parece, e os tropeços neste início de temporada vêm dando indícios disso. A defesa segue sendo um problema, com vários jogadores com mais de 30 anos.

Apesar de não ter ido muito bem no mercado de transferências, há que se respeitar, e muito, os onze titulares do Milan.

O torcedor está ansioso por ver se realmente a Champions livrará o time de todos os males, e se injetará nova dose de inspiração em Gattuso e cia.

Ah, torcedor! Não se esqueça de observar Gilardino, que em sua terceira temporada, mais amadurecido e consciente da sua responsabilidade, pode enfim brilhar. Mesmo que Ancelotti insista em escalar um único avante!

Quanto a Ronaldo, não se esqueçam que dentro da campanha vitoriosa na Champions, este teve papel importantíssimo, já que fez o “trabalho sujo” dos avantes do rossonero no certame nacional, liberando Inzaghi (não é nenhum garoto) para se dedicar exclusivamente ao torneio europeu.

Há que se dar crédito ao fenômeno, por tudo que já fez no futebol. O mesmo vale para o elenco envelhecido… está bem, experiente!

Portanto, amigos, talvez a “terapia Champions” tenha um novo capítulo na história do mais europeu dos clubes italianos.

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