Tolima: Novamente na parte de cima

O Deportes Tolima está bem longe de ser o maior campeão colombiano de todos os tempos. Acima dele, há oito clubes. Nos últimos anos, porém, a situação vem melhorando. Em 2003, o Tolima conquistou seu primeiro título nacional. Já em 2006, a equipe de Ibagué vem fazendo uma excelente campanha no Apertura: tem o melhor ataque e ocupa a terceira posição, dois pontos atrás do líder Once Caldas.

A primeira participação do Tolima no campeonato colombiano foi em 1955, ano seguinte à sua fundação. Durante o processo de formação do elenco, o presidente do clube, Manuel Rubio Chávez, pediu ao argentino Juan Barbieri que viajasse até seu país para contratar reforços. Barbieri era treinador da seleção do Estado de Tolima. Além de cumprir a tarefa, ele também levou camisas do Racing e da seleção argentina ao clube, para servirem de uniforme. Passado certo tempo, Barbieri se tornaria o primeiro técnico do time. Com toda essa influência estrangeira, o Tolima ficou na sétima colocação. 

Relação com ‘Cáli’

A única grande glória do clube foi no Torneio Finalización, disputado no segundo semestre desde 2002 e equivalente colombiano ao Clasura. Na edição de 2003, o Tolima estreou muito bem. O compromisso era contra o América de Cáli, fora de casa. Aos sete minutos, os visitantes já perdiam por 2 a 0. Mas, com gols do brasileiro Rogério Pereira e de Arley Dinas, o Tolima chegou ao empate. Era o começo de uma caminhada de sucesso. Curiosamente, a primeira partida oficial da história do Tolima também havia sido disputada em Cáli.

Quando terminou a primeira fase, o Tolima se encontrava na sexta posição. Com isso, se classificou para um dos quadrangulares semifinais, onde estariam também os grandes Atlético Junior, o Atlético Nacional e o Independiente de Medellín.

Três vitórias, um empate, duas derrotas, oito gols a favor e sete contra: esta foi a campanha que colocou o Tolima no primeiro lugar do grupo ao lado do Atlético Junior. Então, o critério de desempate foi a quantidade de gols marcados fora de casa, considerando somente o quadrangular. Nesse quesito, deu Tolima (4 x 1).

Faltavam apenas duas partidas para que o Tolima colocasse as mãos no troféu. Ambos os confrontos seriam diante do Deportivo Cali, maior pontuador da competição. Após uma vitória por 2 a 0, em seu estádio, o Tolima parecia estar muito próximo da glória. Todavia, o Deportivo fez 3 a 1 no jogo de volta. Paciência. Tudo seria decidido nos pênaltis.

Diego Gomez, um dos mais experientes do elenco, defendeu duas cobranças. Por 4 a 2, o ‘vinho tinto e ouro’ – as cores do uniforme – alcançou o êxito. O gol que assegurou o título foi do uruguaio Jorge Artigas, um dos dois estrangeiros do elenco – o outro era o já citado Rogério Pereira. E assim, a palavra ‘Cali’ esteve presente em mais um capítulo da história do Tolima. Ah, antes que eu me esqueça: o placar mais elástico obtido pelo Tolima, até hoje, foi contra o…América de Cáli (6 x 1, em 1961).

1981 e 1982: anos importantes

Porém, o título não foi o único momento de alegria da torcida do clube. Durante o início da década de 80, o Tolima viveu ótimos momentos. Em 1981, foi vice-campeão colombiano e ainda teve, pela primeira e última vez, o artilheiro da temporada: o argentino Victor Hugo del Río, com 29 gols.

O ano seguinte também mereceu destaque. Novamente, o time alcançou a segunda colocação. Esse feito, no entanto, não foi o único de 1982. A Copa Libertadores, pela primeira vez, teria a presença do Tolima, que caiu num grupo bastante tranqüilo. Faziam parte dele o Estudiantes, de Mérida, e o Deportivo Táchira – representantes da Venezuela. O adversário mais difícil seria o conterrâneo Atlético Nacional.

Com três vitórias e três empates, o Tolima se classificou em primeiro lugar. O próximo passo seria a semifinal, que tinha dois grupos de três equipes. Só que o Tolima acabou parando por aí, ficando atrás do Olimpia e do futuro vice-campeão, o Cobreloa.

Contribuição para a seleção

Em 2001, a seleção colombiana conquistou a Copa América pela primeira vez. Dos 22 convocados pelo técnico Francisco Maturana, um pertencia ao Tolima: Elson Becerra. Na estréia da Colômbia, contra a Venezuela, Becerra entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo. Sua equipe venceu por 2 a 0. Seis dias depois, ele iria substituir Aristizábal, no intervalo do jogo diante do Chile. O resultado se repetiu.

Antonio Moreno viveu algo semelhante na Copa de 1998. O lateral-esquerdo, convocado pelo treinador Hernán Darío Gómez, era o único representante do Tolima na seleção nacional. Foi titular na última rodada da primeira fase, contra a Inglaterra (0 x 2).

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo