Stuttgart: campeão discreto

Um clichê verdadeiro sobre eles
No Brasil, provavelmente ninguém fala isso, já que o Stuttgart não costuma atrair a atenção da mídia. Lá fora, porém, é freqüente ouvir a máxima: “Trata-se de um time jovem, acostumado a revelar bons jogadores. Foi assim em 2002/3, quando o time foi vice-campeão e acabou na LC, foi assim agora”.

Na pré-temporada…
Depois de uma temporada feita praticamente com pratas da casa, o clube resolveu voltar a investir. A maioria dos reforços veio a custos bastante baixos, como Bastürk (M, Hertha Berlim, a custo zero) e Rafael Schäfer (G, Nuremberg, € 2 mi), mas o presidente Erwin Staudt não hesitou em torrar € 7 mi na contratação de Ciprian Marica (A, Shakhtar Donetsk-UCR) para melhorar o poderio ofensivo do time. As saídas de jogadores como Streller, Tomasson e Bierofka, porém, podem também contar como ‘reforços’. Sem falar que, agora, o time tem um bom banco de reservas. O time ainda não retornou à forma apresentada em 2006/07. Sobretudo porque a dupla de ataque formada por Cacau e Gómez não voltou a jogar junta. Na Copa da Liga, o time não foi páreo para o Bayern de Munique, enquanto na Bundesliga, ficou no 2 a 2 com o Schalke 04.

Quem é o rival mais encardido?
Localmente, o grande adversário do Stuttgart é o Eintracht Frankfurt, mas já faz tempo que ambos não se encontram em situação de igualdade. Isto é, quando um está bem, o outro está mal. E vice-versa. Nacionalmente, a pedra no sapato é o Bayern, com quem o VfB costuma travar duelos interessantes. Quando se enfrentam, vitórias dos Schwaben em Munique são freqüentes, assim como tropeços em casa. Por sorte, os bávaros não estarão na LC, mas um eventual encontro na Copa Uefa não pode ser descartado.

O técnico faz diferença?
Quando chegou ao Stuttgart, Armin Veh era motivo de piada. Acreditava-se que ele duraria pouco tempo no clube, por não ter experiência suficiente em ligas de primeira linha. Pouco mais de uma temporada depois, ele surpreendeu a todos com a conquista do título. Veh é um discípulo da escola Felipão. Trabalha muito a motivação dos jogadores, algo pouco comum no futebol alemão. Esta será a primeira vez que disputará a Liga dos Campeões. Depois de, em tão pouco tempo, conseguir um título alemão, não há por que duvidar que o técnico consiga um feito importante

Nisso, eles são bons…
Com um elenco formado por jogadores jovens e muito rápidos, uma das armas desenvolvidas pelo técnico Armin Veh foi justamente a troca de passes em velocidade. Isso costuma envolver os sistemas de marcação dos adversários, sobretudo pela vasta gama de alternativas que o sistema oferece. Jogadas pela direita, pela esquerda, cruzamentosna área para Cacau e Mario Gómez, assim como chutes de fora da área e jogadas com a bola rolando pelo chão. Espere muita correria – mas com objetividade.

…mas nisso, de vez em quando, fazem presepada
O excesso de ofensividade de alguns jogadores de ataque costuma desguarnecer a retaguarda. A dupla Meira-Delpierre, ajudada pelo volante Pavel Pardo, costuma dar conta do recado, mas não dá para contar sempre com a sorte. Se os treinos físicos não ajudarem, é capaz que ninguém agüente correr tanto.

O líder do time?
Fernando Meira. O português chegou ao clube em 2002, trazido por Felix Magath, e, rapidamente, tornou-se referencial defensivo do time. Desde a saída de Bordon, assumiu a braçadeira de capitão e, na última temporada, formou uma dupla de zaga difícil de ser vencida com o francês Mathieu Delpierre. Graças a seu bom desempenho, o português chegou à seleção de seu país.

Para se prestar atenção:
O time inteiro do Stuttgart tem uma média de idade bastante baixa. Dois dos mais promissores, porém, são o polivalente Serdar Tasci, que pode jogar como zagueiro, lateral-direito ou volante, e o meia-atacante Sami Khedira, autor do gol que selou o título alemão na última temporada.

O pesadelo da torcida:
Armin Veh conseguiu se livrar de uma série de jogadores de qualidade duvidosa no mercado de verão. Por não conhecerem bem os novatos – e pelo desempenho na partida da Copa da Alemanha – o zagueiro brasileiro Gledson é uma das incógnitas.

As estatísticas na competição
Três participações, com a melhor participação sendo a chegada às oitavas-de-final em 2003/04.
5V 3E 5D

No dia de abertura da competição, onde se diz que eles podem chegar?
Passam da primeira fase. Com sorte, avançam às quartas.

Para as casas de apostas?
50/1 (William Hill, final de agosto)

Ficha

Verein für Bewegungsspiele Stuttgart 1893 e.V.
Ano Fundação: 1893
Melhor colocação na LC: oitavas-de-final
Posição no ranking da Uefa: 34
Como chegou à vaga: campeão alemão 2006/07

GRUPO E
Barcelona – ESP
Lyon – FRA

Stuttgart – ALE
Rangers – ESC

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