Sou um maradoniano!

 Acabo de assistir “Maradona por Kusturica”. É, portanto, inevitável a conversão: declaro, nesse momento, estar totalmente convertido à Igreja Maradoniana, e passarei pelo ritual na próxima vez que for a Buenos Aires.

Sim, claro, são os gols de Diego, as jogadas de Diego, os títulos de Diego – muito menos numerosos do que seu futebol, diga-se. Mas muito mais do que isso, é a figura pública de Diego.

Enquanto Pelé se cala e se alia a quem possa lhe garantir mais dinheiro, Diego visita Chavez, Evo e Fidel. Nada tenho a favor de Chavez, para mim apenas mais um maluco de uniforme que chegou ao poder. Mas Maradona podia estar nos mesmos salões que Pelé, puxando o saco dos donos do futebol, dos mafiosos da Fifa, como faz Pelé. Como faz Pelé, aliás, para ser humilhado pelos mafiosos sempre que podem.

Prefiro Maradona. Eu, que nunca tive dúvidas de que o doping de 94 só apareceu porque João Havelange percebeu que novamente não passaríamos por Maradona, não tenho nenhuma dificuldade em assumi-lo. É de fora de campo que estamos falando, aviso: não há como não preferir Maradona a Pelé. Ou Sócrates a Raí.

E viva Dom Diego!

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Equipe Trivela

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