Sem reclamações

E no final das contas, Uruguai e Paraguai decidirão a Copa América. Nenhuma surpresa em relação à Celeste Olímpica, que era apontada por todos como uma das favoritas ao título, ao lado de Brasil e Argentina. Aliás, sempre foi o time mais pronto – e quebrará as casas de apostas se ficar sem a taça.

Já a Albirroja despertou um mimimi generalizado. Afinal, foram cinco jogos e cinco empates, com um futebol quase sempre sem criatividade – só lembrando: em dois o Paraguai deixou escapar o triunfo nos minutos finais. Mas qual é o problema nisso?

Os paraguaios têm um bom time, com alguns talentos – caso, por exemplo, de Lucas Barrios. Jogadores esforçados como Haedo Valdez têm feito bom papel também. Justo Villar foi o herói nas disputas de pênaltis, e inclusive já garantiu a transferência para o Estudiantes. A tática da equipe pode até não agradar, mas comentários do tipo “ah, eles não merecem estar lá” são injustos. Nenhuma regra do jogo está sendo infringida.

Cada time adota o estilo de jogo que melhor lhe convém. Nem toda equipe do mundo consegue ser ofensiva como o Barcelona. E se os empates ajudam os paraguaios, que empatem!

Adendo: excelente a participação da Venezuela. O futebol no país, impulsionado pelo investimento de empresas como a PDVSA, teve uma enorme evolução nos últimos anos – as campanhas dos times do país na Libertadores já mostravam isso -, escancarada agora com as semifinais alcançadas pela Vinotinto.

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Equipe Trivela

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