Se fôssemos argentinos…

Adriano passa por uma fase difícil da carreira, assim como Ariel Ortega. O motivo, parece, é o mesmo, e quem iver mais curiosidade pode ler na Trivela de janeiro uma belíssima entrevista com Ortega. Tenho, entretanto, a sensação de que o argentino é protegido pela mídia do país, enquanto o brasileiro é perseguido.

Antes que desqualifiquem a opinião como “coisa de são-paulino”, adianto que acho que os são-paulinos devem ser os que mais querem ver o Imperador pelas costas: mudou-se o esquema de jogo por ele, que não parece muito preocupado em reconhecer o esforço que o clube vem fazendo por ele.

O negócio é que parece não haver nenhuma complacência com o atacante da Inter. Não digo que isso é errado, tendo, inclusive, a achar que complacência não ajuda ninguém, quanto mais um brasileiro. Mas tendo a achar que os argentinos fariam diferente.

Nossa imprensa é diferente da deles, e isso é muito claro quando se lê o Olé, do nosso correspondente Antonio Serpa. O jornal torce para a Argentina, goza o Brasil quando pode, e não está nem aí. Quando o time joga mal, dá um jeito de levantar o moral da equipe e torcida. O contrário da nossa imprensa.

Mais uma vez (o cada vez mais repetitivo “aviso aos idiotas”): não estou dizendo que o estilo argentino está certo, até porque a Trivela não o adota. Nem estou defendendo as atitudes de Adriano. Mas, no caso de um Adriano, de um Ronaldo, não faria bem a gente se esforçar um pouco para ajudar o cara se recuperar, ao invés de cair matando em cima de cada pequeno deslize?

Sinceramente: não sei.

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Equipe Trivela

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