Saber lidar com a derrota

O último invicto da Série B caiu no sábado à tarde. Jogando no Brinco de Ouro da Princesa, diante de quase oito mil torcedores, o Guarani foi superado pelo Paraná por 2 a 1 pela 12ª rodada da competição. Mais cedo ou mais tarde, essa derrota chegaria. Obviamente que o Bugre não ficaria invicto para sempre, agora, é preciso assimilar o baque e seguir adiante.

Jogadores, comissão técnica e torcedores não podem se abalar com o tropeço em casa. O time já vinha perdendo rendimento há algumas rodadas, com atuações ruins, bem diferentes daquelas dos primeiros jogos. A gordura acumulada nos compromissos iniciais, porém, garante o Bugre ao menos mais uma semana na liderança, independente de qualquer resultado.

Curiosamente, a situação é similar à vivida pelo Corinthians na Série B do ano passado. O time alvinegro ficou invicto por 11 rodadas, até que, na 12ª, perdeu no Pacaembu lotado para o Bahia por 1 a 0. Na ocasião, o time não se recuperou rapidamente e somou alguns empates bobos e mais uma derrota, desta vez contra o Vila Nova, pela 17ª rodada. No compromisso seguinte, contra o Avaí, em Florianópolis, a liderança poderia ter sido perdida – era de apenas dois pontos –, mas um empate em 1 a 1 recolocou o Timão nos trilhos.

O exemplo corinthiano é emblemático para o Guarani. Se mesmo o Corinthians, que passeou na segunda divisão, teve problemas, é natural que o Bugre os tenha também.

O técnico Osvaldo Alvarez já conseguiu detectar, de imediato, algumas das causas pelo queda de rendimento, como o aumento de suspensos e machucados. A principal é a lesão do meia Rodriguinho, que já havia trabalhado com ele no Atlético Paranaense. No atual esquema, ele era o “terceiro homem de meio campo”. Aquele atleta que tem que ajudar a marcação exercida pelos dois volantes e, quando o time tem a posse de bola, tem liberdade para criar e atacar ao lado do camisa 10.

Rodriguinho sofreu uma série lesão no joelho direito na vitória sobre o Brasiliense, há cerca de duas semanas, e deve desfalcar o time até o restante da temporada. Nos dois jogos seguintes – empate com o Duque de Caxias em 1 a 1 e a derrota para o Paraná – Vadão escalou Adriano Gabiru em seu lugar. O problema é que o meia campeão do mundo pelo Internacional ainda não encontrou seu futebol em Campinas.

Assim, a questão agora é encontrar um substituto para Rodriguinho. Uma opção disponível no elenco seria adiantar o volante Gláuber para essa função, colocando Nunes no time para formar a dupla de volantes com Cléber Goiano – enquanto o titular Luciano Santos ainda se recupera de uma lesão. A equipe, assim, perderia um pouco na armação, mas não tanto porque Gláuber chega com muita facilidade ao ataque.

Outra opção é buscar um reforço, e a diretoria estuda trazer logo dois. O primeiro é o meia colombiano Carlos Salazar, de 28 anos, que estava no Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e em 2008 defendeu o Colo Colo na Libertadores da América. Ele, que também teve passagens pela seleção colombiana, já está em Campinas em fase de testes, sendo observado pelo técnico Osvaldo Alvarez.

A outra possibilidade de reforço já é bem conhecida da torcida bugrina. Amoroso se reuniu algumas vezes nos últimos dias com a direção do clube e Vadão e está prestes a retornar ao time. No início do ano, para os que não se lembram, o ídolo do Guarani foi contratado para o Campeonato Paulista, mas uma lesão séria no tornozelo permitiu que ele disputasse apenas o Dérbi contra a Ponte Preta. Desde então está em processo de recuperação.

Os próximos compromissos do Bugre são contra ABC (fora), Portuguesa (fora), Atlético-GO (casa), Ipatinga (fora), Ceará (casa), Bahia (casa) e Juventude (fora), quando encerra o primeiro turno. Certamente mais tropeços virão, porque a tabela não é nem um pouco simples. Porém, o mais importante é manter a concentração e seguir com o bom trabalho apresentado até agora. Time para subir o Guarani já provou que tem.

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Equipe Trivela

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