René Simões pede alteração na Copa São Paulo

“Sou diretor técnico do São Paulo. Não é só da base, não. Mas, nos próximos dois anos, vou direcionar todo o meu trabalho para Cotia, para que o clube tenha o melhor rendimento possível com seus jovens jogadores”, diz René Simões, apontado como a grande cartada de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, para que todo o investimento do clube nas categorias de base não termine em vexame, como a precoce eliminação na Copa São Paulo de 2012.

Depois de uma visita de dez dias ao Barcelona, clube que tem obtido grandes resultados com sua “cantera”, René ainda diz que está observando todo o trabalho no São Paulo, antes de agir.

O que você viu de melhor no Barcelona?

A filosofia. Desde o sub-11 até o time principal, os jogadores são treinados para construir e não para destruir. É uma filosofia implantada desde cedo, o que permite um melhor aproveitamento dos jogadores. É mais fácil entrar no time dessa maneira, sem pressões. Veja o caso do Tello, que fez dois gols no Bayer. Um jovem não deve ser pressionado além do necessário. Por isso, acho que a Copa São Paulo precisa mudar.

Qual é a sua idéia?

Há pouco tempo, havia um êxodo muito grande de jogadores brasileiros para o Exterior. Então, os clubes recorriam a seus garotos. Havia muitas vagas. Atualmente, tudo mudou. Os jogadores estão voltando e as vagas diminuíram. E o garoto, com 18 anos, chega à uma Copa São Paulo sofrendo uma pressão enorme para vencer. Muitas vezes é sua primeira e última chance. Os que não sobem para o profissional, ficam sem atuar em uma competição importante como a Copinha, o que causa decepção. Como já existe o Brasileiro sub-20, acho que a Copinha poderia ser sub-21.

O São Paulo não disputa o Brasileiro sub-20. Pensa em mudar isso?

Ainda não sei. Meu primeiro passo e estudar a metodologia a ser utilizada no clube. Em dois ou três meses, terei uma opinião concreta sobre o assunto. O que eu posso dizer agora é que acredito muito na importância de as categorias de base disputarem competições eram ires

No São Paulo, há uma discussão sobre qual é a função da base: revelar jogadores ou vencer campeonatos.  O que você acha?

Tem que revelar jogadores, mas é impossível formar um grande craque sem competição. Todos os grandes astros do esporte se superam quando a adrenalina chega ao sangue. É ali que ele faz a diferença. Para isso, tem de competir, tem de vencer desde a base.

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